Direitos das puérperas

Olá! Nesta postagem falaremos sobre um assunto que garante a manutenção da saúde da mulher e de seu recém-nascido, que são os direitos no puerpério. Mas, antes de conversarmos sobre os direitos, precisamos explicar o que é o puerpério.

O puerpério é o período que começa após o parto, de duração diferente em cada mulher, em que ocorrem importantes modificações no organismo, buscando o retorno a sua condição anterior à gravidez, assim neste período dizemos que a mulher é uma puérpera.


Sabendo o que é uma puérpera, podemos ver os principais direitos das mulheres nesta fase:

Fonte: Guia dos direitos da gestante e do bebê

Amamentação

As mulheres têm o direito de amamentar o seu filho no local e no momento que quiserem sem serem constrangidas ou proibidas, independente se existir áreas destinadas para a amamentação nos estabelecimentos (Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 7115, de 2015).

Atenção: Se um estabelecimento proibir ou constranger o ato da amamentação estará sujeito à multa (Art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 7115, de 2015).

Fonte: Senado notícias

O poder público, as instituições e os empregadores devem gerar condições adequadas para o aleitamento materno, inclusive para os filhos de mulheres que estão sob medida privativa de liberdade (Art.9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990).

Os estabelecimentos penais para mulheres devem ter berçário, onde as mulheres possam amamentar e cuidar dos seus filhos, no mínimo, até 6 meses de idade (Art.83, §2º da Lei de Execuções Penais, de 1984).

Além disso, quando a mulher retorna ao trabalho antes do seu bebê completar 6 meses, ela tem o direito a 2 descansos especiais de meia-hora cada um, durante a sua jornada de trabalho para realizar a amamentação (Art. 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943). Os horários desses descansos vão ser definidos através de um acordo entre a mulher e o seu empregador (Art. 396, §2º da CLT, de 1943).

A mulher deve ser afastada das atividades consideradas insalubres em qualquer grau, durante a lactação, sem prejuízo na sua remuneração, inclusive no valor do adicional de insalubridade (Art. 394-A, inciso III da CLT, de 1943).

Licença maternidade

A mulher tem direito a licença maternidade de duração de 120 dias (cerca de 4 meses), sem prejuízo no seu emprego ou salário (Art. 7º, inciso XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988).

Atenção: A trabalhadora deve avisar seu empregador, por meio de atestado médico, sobre a data de início do seu afastamento do emprego, que pode acontecer entre 28 dias antes do parto e o parto (Art. 392, §1º da CLT, de 1943).

Além disso, por meio da apresentação de atestado médico, os períodos de repouso, antes e depois do parto, podem ser aumentados em 2 semanas cada um (Art. 392, §2º da CLT, de 1943).

Se a empresa em que a mulher trabalha fizer parte do Programa Empresa Cidadã, a duração da licença maternidade é aumentada em 60 dias, passando a ser 180 dias (em torno de seis meses) de licença maternidade (Art. 1º, inciso I, da Lei nº 11.770, de 2008).

Importante: O aumento na duração da licença é garantido se a mulher pedir esse aumento até o final do primeiro mês após o parto (Art. 1º, inciso I da Lei nº 11.770, de 2008).

A empresa ao oferecer esse benefício para a sua funcionária, pode diminuir o valor cobrado de imposto para a sua empresa.

Fonte: Contábeis

Servidoras públicas também têm direito à licença maternidade de 180 dias, se elas pedirem aumento do período da licença até o final do primeiro mês após o parto (Art. 2º, §1º do Decreto nº 6.690, de 2008).

A empresa não pode demitir sem justa causa a mulher desde a confirmação da sua gravidez até cinco meses após o parto (Art. 10, inciso II, alínea b do Ato das disposições constitucionais transitórias (ADCT), de 1988).

Estudantes têm o direito de realizar os exercícios no domicílio a partir do 8º mês de gestação e durante três meses após o parto. O seu o período de afastamento da escola/faculdade é determinado por atestado médico que deve ser apresentado para a direção da escola. Além disso, é garantido para as gestantes o direito a realizar as avaliações finais (Art 1º e 2º da Lei 6.202, de 1975).

Reembolso-creche ou local para a permanência da criança/amamentação

As empresas que tenham pelo menos 30 trabalhadoras maiores de 16 anos de idade devem ter um local adequado onde as suas funcionárias possam deixar seus filhos sob vigilância e assistência no período da amamentação (Art. 389, §1º da CLT, de 1943).

As empresas podem pagar para a trabalhadora o Reembolso-creche/Auxílio-creche ao invés de fornecer o local para o bebê permanecer enquanto a mãe trabalha. Esse reembolso deve cobrir todo o valor gasto na creche de escolha da trabalhadora, ou de outra forma de prestação de serviço dessa natureza, pelo menos até os 6 meses de vida do bebê (Art. 1º, incisos I da Portaria nº 3.286, de 1986).

Fonte: Calendário bolsa família 2021

O reembolso-creche deve ser realizado até o 3º dia útil, após a trabalhadora entregar para a empresa o comprovante das despesas com a mensalidade da creche (Art. 1º, inciso IV da Portaria nº 3.286, de 1986).

Outros direitos:

Direito de prioridade no atendimento por mulheres que amamentam em bancos, órgãos e empresas públicas (Art. 1º e 2º da Lei nº 10.048, de 2000).

Direito à assistência de saúde à puérpera e ao recém-nascido nas unidades do SUS (Lei nº 9.263, de 1996).

Direito ao planejamento familiar, que é o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garantem direitos iguais à mulher, ao homem ou ao casal de constituir, aumentar ou limitar a prole (Art. 1º e 2º da Lei nº 9.263, de 1996).

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências bibliográficas

AMORIM, Laís. Auxílio Creche 2021: Quem tem direito? Lei e Valor. Calendário Bolsa família 2021. Disponível em: <https://calendariobolsafamilia2021.org/auxilio-creche-2021/>. Acesso em: 25 jan.2021.

BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452compilado.htm >. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal,1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________.Constituição (1988). Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 5 de Outubro de 1988. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/conadc/1988/constituicao.adct-1988-5-outubro-1988-322234-publicacaooriginal-1-pl.html#:~:text=Ato%20das%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Constitucionais%20Transit%C3%B3rias.&text=Art.,na%20data%20de%20sua%20promulga%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 24 jan.2021.

________. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996. Regula o §7 do art. 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm&gt;. Acesso em: 25 jan.2021

________. Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10048.htm&gt;. Acesso em: 25 jan.2021.

________. Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008. Cria o Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença-maternidade mediante concessão de incentivo fiscal, e altera a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11770.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

_______. Decreto nº 6.690, de 11 de dezembro de 2008. Institui o Programa de Prorrogação da Licença à Gestante e à Adotante, estabelece os critérios de adesão ao Programa e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6690.htm&gt;. Acesso em: 24 jan.2021.

FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF); PINTO, Ziraldo Alves. Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. 1. ed. São Paulo: Globo, 2011.

Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Portaria nº 3.296, de 03 de setembro de 1986. Autoriza as empresas e empregadores a adotar o sistema de Reembolso-Creche, em substituição à exigência contida no § 1º do artigo 389, da CLT. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=181137&gt;. Acesso em: 24 jan.2021.

NADER, Danielle. Empresa cidadã: Como funciona e quais são as vantagens ao se filiar?. Contábeis: 25 Jul. 2019. Disponível em:< https://www.contabeis.com.br/noticias/40630/empresa-cidada-como-funciona-e-quais-sao-as-vantagens-ao-se-filiar/>. Acesso em: 25 jan.2021.

RIO DE JANEIRO (Estado). Lei nº 7115, de 24 de novembro de 2015. Dispõe sobre o direito ao aleitamento materno no Estado do Rio de Janeiro, e dá outras providências. Disponível em:<http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/CONTLEI.NSF/b24a2da5a077847c032564f4005d4bf2/65a08e2d4384e05083257f0a005cb28a?OpenDocument#:~:text=DISP%C3%95E%20SOBRE%20O%20DIREITO%20AO,JANEIRO%2C%20E%20D%C3%81%20OUTRAS%20PROVID%C3%8ANCIAS.&text=Fa%C3%A7o%20saber%20que%20a%20Assembl%C3%A9ia,Art.&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

SENADO FEDERAL. Senado aprova multa para quem impedir amamentação em local público. Senado Notícias: 12 mar. 2019. Disponível em:< https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/03/12/senado-aprova-penalizacao-para-quem-impedir-amamentacao-em-local-publico&gt;. Acesso em: 25 jan.2021.

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Armazenamento de Leite e Retorno ao Trabalho

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre o retorno ao trabalho da mulher e como promover o aleitamento materno nessa situação! 

Amamentação na volta ao trabalho : Dicas e Recomendações - Pediatria  Descomplicada

Fonte: https://pediatriadescomplicada.com.br/2014/11/07/amamentacao-na-volta-ao-trabalho-dicas-e-recomendacoes/&nbsp;

A amamentação é um processo complexo, muitas vezes bem diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes. Cabe a mãe decidir se consegue ou se quer amamentar seu filho, sendo dever da família e dos profissionais de saúde que a assistem respeitar essa decisão.  

Recomenda-se que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade da criança e que dure até seus dois ou três anos. Com o retorno da mulher ao trabalho, a recomendação torna-se difícil de ser concretizada, mas não impossível. Para isso, é preciso ter apoio familiar e suporte no ambiente de trabalho. 

Campanha Aleitamento materno

Fonte: https://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/aleitamentomaternov1/index.html&nbsp;

Antes de reiniciar a jornada de trabalho, a mulher deve se organizar quanto aos locais para retirada e armazenamento do leito no local de trabalho, manter o aleitamento exclusivo e treinar a ordenha manual, iniciando o estoque de leite congelado quinze dias antes do início do expediente. O leite ordenhado pode permanecer por 12 horas na geladeira e por 15 dias no congelador, devendo-se usar banho maria para descongelar. É importante que o pote com o leite armazenado possua a data da ordenha.  

Campanha de coleta de frascos para armazenar leite humano recebe apoio de  hospital referência - Saúde - Mega PoP

Fonte: http://www.megapop.com.br/saude/id-565694/campanha_de_coleta_de_frascos_para_armazenar_leite_humano_recebe_apoio_de_hospital_referencia&nbsp;

Além disso, é bom evitar o uso de mamadeira e preferir dar o leito à criança com copo ou colher. Para usar o copo, a criança deve estar em posição sentada, com o pescoço reto e apoiado, deve-se encostar o copo no lábio inferior e deixar o leito tocar na boca do bebê para que ele mesmo puxe o leite. 

Alternativas à mamadeira: 5 maneiras mais saudáveis de dar leite ao bebê

Fonte: https://www.vix.com/pt/maes-e-bebes/566207/este-e-o-melhor-jeito-de-alimentar-bebe-que-nao-mama-no-peito-nao-e-mamadeira&nbsp;

Enquanto estiver em casa, a mulher deve amamentar o bebê com frequência. No trabalho, deve realizar a ordenha para dar continuidade à produção do leite e para guardar ele para ser dado à criança posteriormente.  Para armazenar o leite deve ser preferencialmente utilizado um pote de vidro com boca larga e tampa de enroscar, que possa ser fervido por uns 20 minutos. Durante a ordenha, a mulher deve prender o cabelo e utilizar uma máscara, evitando falar e tossir enquanto retira o leite. 

Fonte: Caderno de Atenção Básica nº23. 

Para realizar a ordenha manual: 

– Lavar as mãos antes de começar. 

– Posicionar o pote perto da mama. 

– Relaxar e encontrar uma posição agradável. 

– Massagear a mama com movimentos circulares. 

– Com a mão em forma de C, colocar o polegar acima do mamilo e o dedo indicador abaixo do mamilo, dando suporte à mama com os outros dedos. 

– Pressionar o polegar e o dedo indicador um contra outro e para dentro, sem apertar demais. 

– O movimento é pressionar e soltar, pressionar e soltar. O leite pode não sair de primeira, mas com a sequência dos movimentos ele vai começar a pingar. 

– É recomendado desprezar os primeiros jatos, para reduzir as chances de contaminação. 

– A ordenha pode ser realizada uma mama de cada vez ou as duas ao mesmo tempo, no mesmo pote ou em potes separados. 

A ordenha com a bomba segue com os mesmos cuidados de higiene que a ordenha manual. Deve-se ter cuidado com a força de sucção da bomba para não causar lesões na mama. A bomba possibilita a ordenha em uma mama enquanto o bebê mama na outra, normalmente o reflexo de descida do leite é mais bem estimulado quando a mãe está amamentando seu bebê, assim ordenhar a outra mama pode ajudar a coletar uma maior quantidade de leite para o armazenamento. 

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referência: 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Alice Dutra da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Belly Mapping

Olá! Nesta postagem vamos trazer informações sobre o Belly Mapping que consiste em uma técnica de Mapeamento da Barriga. 

 O que isso significa?

A técnica mostra a posição que o bebê se encontra dentro do útero através de um desenho feito na barriga da mãe, para que assim, seja visualizado pela gestante e por toda a família. 

Isso proporciona o prazer de olhar o bebê de forma lúdica e artística através de uma pintura da Barriga, deixando registros antes do nascimento e contribuindo para a segurança e apreciação do corpo, pela mulher, ainda durante a gravidez. 

Sentir o bebê crescer e se desenvolver é uma sensação única. Cada mulher tem sua experiência e de forma individual sentem seus filhos, ainda no útero, se acomodarem em posições diversas, além dos chutes e pulos. O avanço da tecnologia andou lado a lado com as Gestantes possibilitando cada vez mais a visualização dos bebês e as posições que eles se encontram através de ultras e outros exames de imagem. 

No entanto, a técnica do Belly Mapping proporciona maior conhecimento da mulher com seu próprio corpo e ainda contribui para sua interação com seu filho de forma íntima e divertida ainda antes do nascimento.  

COMO É FEITO?  

Para que o desenho possa ser feito, primeiro, o profissional capacitado (doula, enfermeira obstétrica, médico obstetra, parteira) realiza a Manobra de Leopold, que é uma técnica de palpação da barriga para identificar a posição do feto (bebê) dentro do útero. Muitas vezes, também aproveitam esse momento para ouvir o coração do bebê com um aparelho chamado Sonnar. Esta manobra pode ser realizada a partir de 28 semanas (terceiro trimestre), momento em que a posição é melhor percebida.  

Após a identificação da posição do bebê a pintura pode ser feita e a arte é realizada de acordo com as cores favoritas da Mãe e da família. Pode acompanhar a decoração do chá-de-bebê, do quartinho ou qualquer outro tema escolhido pela família .  

O processo de pintar a barriga, além de ser um momento de conexão com o bebê, contribui para o reconhecimento e empoderamento da gestante para com seu próprio corpo, permite o esclarecimento para a mãe e a família a respeito da posição do bebê, ajuda a combater a ansiedade e trabalha o estado psicológico da mãe, muitas vezes, funcionando como um processo de “despedida” da barriga.  

Atenção: O mapeamento da barriga (Belly Mapping) não substitui a recomendação da realização de nenhuma ultrassonografia.  

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao Pré-Natal de baixo risco. Brasília: editora do Ministério da Saúde, 2012. (Série A. Normas e Manuais Técnicos – Cadernos de Atenção Básica, nº 32. 

TULLY, Gail; CORREA, Laura; FONSECA, Luciana Carvalho. Guia prático de Belly Mapping: Descobrindo a posição do bebê na barriga pelo tato. Parto com Prazer. ed. rev. [S. l.]: Ema Livros, 2016. 128 p. ISBN 978-85-67695-04-4. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Beatriz Valim Egito do Amaral e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Métodos Não Farmacológicos de Alívio da Dor

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre Métodos não farmacológicos de alívio da dor! 

É muito comum as mulheres desistirem do parto normal por medo da dor do trabalho de parto. Precisamos ressignificar a dor no trabalho de parto. A dor tem diversas funções e uma delas é avisar “Você está em trabalho de parto, se prepare, procure um lugar tranquilo e seguro para ter seu bebê!” E neste sentido, avisar que chegou o “grande dia”, o dia de conhecer seu filho! A dor existe, em intensidades diferentes para cada mulher. O que propomos é que essa dor seja vista como algo positivo. Ela indica um processo para a chegada de uma pessoa especial e um rito de passagem de mulher para mulher-mãe.  Assim, com esta perspectiva vamos transcender a dor, fazer dela nossa aliada para abrir a passagem para este ser especial que vai chegar.  

As contrações, responsáveis pela dor, auxiliam na abertura do colo uterino, na descida e na saída do bebê. Os profissionais de saúde podem auxiliar no alívio das dores do parto e uma ferramenta importante é o método não farmacológica para o alívio da dor, que tem sua eficácia comprovada cientificamente. Logo abaixo falaremos um pouco sobre algumas delas. 

Se você deseja se preparar melhor para este momento, é necessário que já receba as orientações quanto aos métodos não farmacológicos no pré-natal, para que conheça e possa escolher quais deseja utilizar, contribuindo para uma boa vivência em seu trabalho de parto. 

Algumas técnicas de alívio da dor: 

Massagens corporais – Promovem o alívio da dor através do relaxamento e da diminuição do estresse, pois melhora o fluxo sanguíneo. A diminuição do estresse ocorre pelo contato físico com a parturiente, principalmente se o contato for com seu acompanhante. A massagem pode ser de forma leve ou mais firme, com vibração, amassamento, pressão circular profunda, pressão contínua e manipulação articular. Podem-se usar as pontas dos dedos, as mãos ou vários aparelhos que rolam, vibram ou pressionam.  

Exercícios respiratórios – Ajudam a aliviar a dor através do relaxamento e diminuição da ansiedade. Melhoram os níveis de saturação sanguínea de oxigênio. Esses exercícios não devem ser feitos durante todo o trabalho de parto, pois podem ocasionar hiperventilação na parturiente.  

Bola – Na bola a parturiente consegue ficar sentada com a coluna bem alinhada, sem desconforto, podendo ficar parada ou realizando movimentos verticais ou circulares, que ajudam na descida e rotação do bebê e no alívio da dor. Em todos os exercícios sobre a bola, é recomendado que a parturiente segure as mãos do profissional de saúde ou do companheiro, para ficar mais firme e segura. 

Fonte: Sepaco autogestão

Banho morno de aspersão ou de imersão – A água aquecida induz a vasodilatação periférica e a redistribuição do fluxo sanguíneo, promovendo relaxamento muscular e reduzindo a ansiedade. A prática varia muito e inclui o uso de duchas, banheiras, hidromassagem e “piscinas de parto” especiais. 

Cavalinho – Auxilia no relaxamento e aumento da dilatação, além de promover o alívio da dor. É semelhante a uma cadeira com espalda invertida, onde a gestante apoia o tórax e os braços jogando o peso para frente e aliviando as costas. Durante as contrações, a parturiente também pode ficar nessa posição para receber massagem na lombar, com a finalidade de relaxar e aliviar a dor do trabalho de parto.   

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Fonte: Jornal da UEM

Outras medidas para o conforto da parturiente:  

  • Diminuição dos ruídos sonoros 
  • Privacidade 
  • Caminhar/deambular durante o trabalho de parto 
  • Aromaterapia 
  • Cromoterapia 
  • Musicoterapia 

Procure mais sobre o tema, assim, com o uso das técnicas que ajudam a aliviar a dor, você vivencia este período de preparo do corpo para o nascimento com muito mais proveito e satisfação, não só porque ocorre a diminuição dos desconfortos, mas também em razão de todo o aprendizado que permite transcender a dor do parto e assimilar a sua ressignificação. 

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências Bibliográficas: 

Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Disponível em: < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf> Acesso em: 22 de novembro de 2020. 

Maternidade Escola UFRJ. Métodos não farmacológicos de alívio da dor no trabalho de parto. Disponível em: < http://www.me.ufrj.br/images/pdfs/protocolos/enfermagem/metodos_nao_farmacologicos_de_alivio_da_dor.pdf> Acesso em: 22 de novembro de 2020. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Carolina Siciliano da Luz e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

PREMATURIDADE- NOVEMBRO ROXO

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre bebês prematuros e o Novembro Roxo!

Partos prematuros no Brasil estão acima da média mundial – O Paraná

Fonte: https://oparana.com.br/noticia/partos-prematuros-no-brasil-estao-acima-da-media-mundial/

O bebê é considerado prematuro ou pré-termo quando nasce antes de 37 semanas de gestação, podendo ser extremo (antes de 28 semanas), intermediário (entre 28 e 34 semanas) ou tardio (entre 34 e 37 semanas). Esses bebês não estão prontos para a vida fora do ventre materno, por isso, são delicados e precisam de muitos cuidados. 

Quanto menor o tempo de gestação e quanto mais baixo for o peso ao nascer, mais vulnerável esse bebê é. As estruturas do corpinho dele ainda não estão totalmente desenvolvidas, então ele precisa de ajuda, por exemplo, para respirar e para se alimentar.

 Para isso, ele fica internado na UTI Neonatal, onde recebe todos os cuidados necessários para que seu corpo consiga amadurecer. A incubadora e o espaço da UTI fazem uma estrutura próxima ao ambiente necessário para sua sobrevivência como se estivesse dentro do útero materno. A incubadora deixa o bebê aquecido, mas as atividades necessárias para o cuidado não deixam o ambiente tão silencioso e escurinho como o do ventre materno, por essa e outras razões o melhor lugar para o bebê se desenvolver é no útero de sua mãe. Não tenha presa para o nascimento do seu bebê, cesáreas antecipadas desnecessariamente podem trazer um bebê ainda imaturo.

 Assim, esperar a hora do nascimento, fazer o pré-natal e estar atenta a qualquer sinal de que há algo errado com a sua saúde de modo que faça você buscar imediatamente a unidade de saúde que te acompanha podem ser meios importantes de se evitar o nascimento de um prematuro.

Caso o bebê nasça prematuro, mesmo com todos os cuidados de prevenção, ele pode precisar de ajuda: alguns respiram com ajuda de um aparelho; alguns precisam tomar remédio pela veia; alguns usam o banho de luz; entre outros. Todos ficam monitorizados para se ter certeza de que estão bem. Além disso, muitos não estão prontos para mamar, então se alimentam por uma sonda até que desenvolvam os reflexos de sucção.

prematuridade - Mundo Adaptado®

Fonte: https://mundoadaptado.com.br/prematuridade/t

No entanto, a prematuridade não é motivo para perder as esperanças! Com a tecnologia e a informação que possuímos hoje, muitos bebês prematuros se desenvolvem bem e vão para casa com suas famílias, mas é preciso ter paciência, cada bebê tem o seu tempo e respeitar isso é fundamental para que ele fique bem.

DIA MUNDIAL DA PREMATURIDADE

Fonte: http://www.ftneuroped.ufscar.br/noticias/dia-mundial-da-prematuridade/

Temos um dia especial para falarmos sobre isso, é o dia 17 de novembro, que é considerado mundialmente como o dia da prematuridade, com o objetivo de chamar a atenção para esse tema tão importante e que tem grande impacto na mortalidade infantil, além de discutir os meios de prevenção e tratamento. No Brasil temos o Novembro Roxo, um mês usado para conscientizar sobre a prematuridade e realizar atividades sobre o tema tanto para os profissionais quanto para as famílias.

Caminhada pela Prematuridade acontece neste domingo em Campo Grande –  Maternidade Cândido Mariano

Fonte: https://maternidadecandidomariano.org.br/caminhada-pela-prematuridade-acontece-domingo-em-campo-grande/

DIA MUNDIAL DA PREMATURIDADE

Fonte: Prematuridade.com

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências:

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP: Manole, 2010.

Instituto Fernandes Figueira. Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Disponível em: <portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br>. Acesso em 22 de outubro de 2020.

Tamez, Raquel Nascimento. Enfermagem na UTI Neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. – 5.ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Alice Dutra da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

PLANO DE PARTO

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre Plano de Parto!

O que é? 

O plano de parto é um documento feito pela gestante, onde fica registrado por escrito tudo aquilo que ela deseja da assistência da equipe de saúde em relação ao seu trabalho de parto, parto e nos cuidados com o recém-nascido no pós-parto imediato, assim como situações que ela gostaria de evitar, garantindo assim que o parto e nascimento sejam respeitosos com suas escolhas. Além disso, também é uma forma de comunicação entre a gestante, seu companheiro (a) e o profissional de saúde, neste sentido todos ficam sabendo o que o outro deseja e o que é possível ou não de ser realizado pelas suas perspectivas de mundo, o que inclui não só a questão técnica, mas também religiosos, sociais, psicológicos e sociais. Deve-se levar em conta que o trabalho de parto e parto são eventos dinâmicos e por isso as coisas podem não sair conforme o planejado, mas as possíveis mudanças de cenários precisam ser sempre conversadas com a gestante. 

Plano de parto · Itapetininga · Nosso Bem Estar
Fonte: Nosso Bem Estar

O plano de parto, no Rio de Janeiro, conta com instrumentos legais, a LEI Nº 7191 DE 06 DE JANEIRO 2016, e é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo diretrizes do Ministério da Saúde sobre pré-natal e parto, cabe aos profissionais de saúde perguntar se a mulher tem um plano de parto escrito, ler e discutir com ela, levando-se em consideração as condições para a sua implementação, tais como a organização do local de assistência, limitações (físicas, recursos) relativas à unidade e a disponibilidade de certos métodos e técnicas.   

Qual sua finalidade? 

O plano de parto serve como guia para a gestante entender como acontece o parto e para que ela converse durante o pré-natal com a equipe de saúde sobre o tema, para entender as práticas que são usadas e as que são evitadas pelo profissional que vai acompanhá-la. Essa conversa é importante para a gestante, para saber se a assistência escolhida vai conseguir atendê-la da melhor forma possível e de maneira segura. Essa conversa evita as frustações tanto da mulher quanto do profissional de saúde porque cada um consegue compreender o que o outro deseja e planeja antes da ocorrência dos fatos, assim o plano de parto beneficia a ambos. 

Como saber qual a melhor via de parto para a paciente? - PEBMED
Fonte: Portal Peb Med

Tópicos do plano de parto: 

  • Local do parto escolhido 
  • Acompanhante de escolha da gestante (garantido por Lei Federal n. 11.108 de 2005
  • Presença de Doula 
  • Posicionamento da gestante em relação às intervenções no trabalho de parto e parto (exemplos: medidas farmacológicas e não farmacológicas para alívio da dor, posição para o bebê nascer, contato pele a pele, amamentação) 
  • Posicionamento da gestante em relação às intervenções no recém-nascido (exemplos: aspiração gástrica e de vias aéreas) 
  • Posicionamento da gestante quanto aos aspectos mais pessoais (exemplos: iluminação do ambiente, música, o que dá força a gestante e o que pode atrapalhar, usar roupa de livre escolha, fotos e vídeos, alimentação da gestante) 
  • Situações inesperadas 

Qualquer dúvida sobre este, ou outro tema, nos escreva!

Referências: 

O que é plano de parto. Despertar do parto. Disponível em: https://www.despertardoparto.com.br/o-que-e-plano-de-parto.html 

Plano de Parto. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Disponível : <http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/espaco-do-consumidor/parto-na-saude-suplementar-conheca-seus-direitos>&nbsp;

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Carolina Siciliano da Luz e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha

OUTUBRO ROSA: PARTICIPE, CONHEÇA E PREVINA-SE

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre o outubro Rosa! 

Este mês de outubro foi escolhido para os profissionais de saúde e toda sociedade realizarem um movimento nacional e internacional de conscientização sobre o cuidado da mulher com o seu corpo, com objetivo de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama, mas o câncer de colo uterino acabou sendo incorporado nesta ação. Essa meta só é possível com a participação ativa das mulheres, pelo seu autocuidado e por um sistema de saúde que efetivamente possa rastrear e tratar precocemente os casos diagnosticados. 

Este movimento que se inicia na década de 90 nos Estados Unidos, ganha dimensão mundial, com grande relevância para a saúde das mulheres, no Brasil é a primeira causa de morte nesta população, assim podemos entender porque esta campanha ganha dimensão e mobiliza a população, as empresas, as entidades de classe e os profissionais de saúde.  

O laço cor-de-rosa, símbolo da campanha, ganha dimensão e é usado nas roupas pelas pessoas em diversos eventos, como nas atividades esportivas, desfiles de moda, encontro de estudantes, professores, eventos políticos entre outros. 

Figura I – Fonte: https://www.shoppinguniao.com.br/blog/2019/10/outubro-rosa-como-surgiu/ 

Além do laço, a cor rosa se tornou um símbolo da campanha, assim muitas ações de prevenção do câncer de mama são decoradas com essa cor, pessoas usam vestimentas, balões e iluminam construções e monumentos de rosa, tornando-se um código visual capaz de ser compreendido em qualquer lugar no mundo. 

No Brasil, a primeira iniciativa em relação a campanha do Outubro Rosa se deu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, situado em São Paulo, foi iluminado com luzes cor-de-rosa, pela iniciativa de um grupo de mulheres que simpatizavam com a causa do câncer de mama. Após essa ocorrência, somente em outubro de 2008 que a movimentação ganhou força em várias cidades brasileiras que abraçaram a causa, fazendo campanhas, promovendo corridas e iluminando os principais monumentos com a cor rosa durante a noite. 

Figura II – Fonte: https://www.shoppinguniao.com.br/blog/2019/10/outubro-rosa-como-surgiu/ 

Assim, o projeto de extensão Espaço Educativo para o Cuidado de mãe e bebê, vem contribuir com a campanha e trazer algumas informações sobre a temática.  

O câncer de mama é um crescimento desordenado de células que acaba destruindo os tecidos do corpo, conhecido como neoplasia maligna, esse crescimento desordenado se transforma em um tumor maligno que pode crescer rapidamente ou devagar. 

Infelizmente esse é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo e, por isso, merece tanta atenção. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 20,9% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino ou 29,7%, excetuando-se o câncer de pele não melanoma; o número de mortes por esse tipo de câncer continua em alta, especialmente por causa do grande número de diagnósticos tardios, ou seja, já com o câncer em estado avançado. Embora esse seja um problema recorrente o ano inteiro, o outubro Rosa é importante porque faz com que as mulheres parem pelo menos uma vez no ano para cuidarem de si mesmas. E com o diagnóstico precoce possibilita as chances de cura em 95%. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Figura III – Fonte: https://comunidadesebrae.com.br 

Com o slogan “Cuidado com as mamas, carinho com seu corpo”, o INCA e o Ministério da Saúde aderiram à campanha Outubro Rosa 2020. 

A prática de atividade física e de alimentação saudável, com manutenção do peso corporal adequado, estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama: cerca de 30% dos casos podem ser evitados quando são adotados esses hábitos. A amamentação também é considerada um fator protetor. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Os principais sinais e sintomas da doença são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas. 

Figura IV – Fonte: https://www.redeodonto.com.br/blog/cancer-de-mama-conheca-os-sintomas-tratamentos-e-causas/ 

Recomenda-se o autoconhecimento. Palpar, olhar e observar os seios, e o corpo como um todo, em situações cotidianas, para que se entenda quais são as alterações e aparências normais do próprio corpo. Assim, quando há qualquer alteração incomum, é possível identificar rapidamente. (Fonte: https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama

Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos agentes estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa), histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante. 

Além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. A mamografia nesta faixa etária, com periodicidade bienal, é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Figura V – Figura: https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/10/01/comeca-a-campanha-outubro-rosa-em-imperatriz/ 

De acordo com dados apresentados pelo secretário de Atenção Especializada a Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte, em 2020 houve uma queda do número de exames nos institutos públicos de saúde. De janeiro a julho de 2019 foram realizadas pouco mais de dois milhões de mamografias neste período. Já neste ano, o número caiu para um milhão de exames durante os sete primeiros meses do ano. Segundo o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros Parente, a motivação da queda teria sido a pandemia. (Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/10/07/ministerio-da-saude-lanca-campanha-do-outubro-rosa-2020.htm

A vida moderna e acelerada, segundo ela, contribui para o desenvolvimento do câncer de mama, já que fatores como obesidade, estresse e sedentarismos influenciam no surgimento da doença. “A Covid-19 nos trouxe um novo olhar para a nossa vida, sobretudo, quanto a importância de cuidar da nossa saúde, então, adotar um estilo de vida saudável com a prática de exercícios físicos e boa alimentação sem dúvidas contribuem para evitar o câncer de mama”, afirmou. (Fonte: https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/09/campanha-do-outubro-rosa-tera-como-tema-quanto-antes-melhor-em-2020_115968.php

É muito importante as mulheres estarem atentas a essa data, já que, além da conscientização, instituições públicas e privadas realizam exames preventivos a preços reduzidos e as vezes até de graça. 

Qualquer dúvida sobre este, ou outro tema, nos escreva! 

Referências:

http://emulher.r7.cohttps//areadm/sem-categoria/outubro-rosa-o-que-e-como-surgiu-e-por-que-e-tao-importante/

http://outubrorosa.org.br/historia.htm

https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/10/07/ministerio-da-saude-lanca-campanha-do-outubro-rosa-2020.htm

https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/09/campanha-do-outubro-rosa-tera-como-tema-quanto-antes-melhor-em-2020_115968.php

https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Grazielle Cristine Alves Bittencourt e Isabelle Barbosa Feitosa e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha 

AGOSTO DOURADO

Olá, nesta postagem vamos falar sobre o Agosto Dourado! Você sabe por que o mês de Agosto passou a ser chamado dessa forma?

O Agosto Dourado foi criado para promover a conscientização sobre a necessidade da amamentação exclusiva até os 6 meses. Assim, as ações de saúde se voltam para a importância do leite materno como primeiro alimento de importância fundamental para o desenvolvimento de bebês e crianças.

No Brasil, a Semana do Aleitamento Materno é comemorada desde 1999 coordenada pelo Ministério da Saúde. Em 2017, foi sancionada a Lei n° 13.435, instituindo assim o mês de Agosto como o mês do Aleitamento Materno. Essa semana é comemorada principalmente com a realização de palestras e encontros na comunidade sobre o tema e também com a decoração e iluminação de espaços públicos com a cor dourada.

A cor dourada tem relação com a definição da OMS ( Organização Mundial da Saúde) para o leite materno: alimento de ouro para a saúde dos bebês e das crianças.

Figura I – Fonte: agenciaconexoes.org

Os estudos comprovam que a amamentação é capaz de salvar a vida de cerca de 13% das crianças menores de 5 anos em todo o mundo. Isso porque o leite materno é um alimento completo, sendo o colostro considerado a primeira vacina do bebê. De acordo com a OMS, o recém-nascido que recebe o leite materno em até uma hora após o parto está mais protegido contra infecções.

O leite materno contém água, gorduras, proteínas, vitaminas e açúcares que o bebê precisa para se desenvolver adequadamente e crescer de forma saudável, devendo ser o único alimento até os 6 meses de idade do bebê. Além disso, é de fácil digestão, está sempre na temperatura certa e não custa, financeiramente, nada. O ato de sugar ajuda no desenvolvimento da arcada dentária, na fala e na respiração do bebê.

Ainda neste sentido, para as mães, a amamentação, além de aumentar o vínculo com o bebê, ajuda na recuperação pós-parto e protege contra o câncer de mama e de ovário.

Figura II – Fonte: agenciaconexoes.org

Neste ano, o tema da campanha é “apoiar a amamentação para um planeta mais saudável”, tendo como objetivo reduzir as taxas de mortalidade infantil e promover ações voltadas para a saúde da criança e os impactos da amamentação na proteção do nosso planeta.

Esta campanha também proporciona alertar a população de que a mãe está alimentando seu filho através da amamentação, dando carinho e o protegendo de doenças. Assim, não poderá haver nenhuma censura ao gesto de amamentar em lugares públicos.

Além disso, esta campanha ajuda a dar destaque aos bancos de leite, demonstrando a necessidade de doações por parte de outras mães para que esses locais estejam sempre abastecidos e ajudem mais bebês, principalmente os prematuros.

A partir da necessidade de isolamento social, as ações de promoção à amamentação realizadas na campanha Agosto Dourado deste ano estão ocorrendo de forma virtual, com palestras, simpósios e lives sobre o tema, evitando aglomerações de pessoas e o risco de contágio pelo Coronavírus.

É importante lembrar que mesmo em casos de mulheres suspeitas ou confirmadas com Corona Vírus, o leite materno continua sendo o alimento mais indicado para o bebê, pois, os estudos comprovam os inúmeros benefícios da amamentação e não comprovam que o Corona Vírus possa ser transmitido através do leite da mãe para o bebê, podendo o leite materno funcionar como um fator de proteção para a doença.

Nestes casos, durante a amamentação, a mãe deve usar máscara de proteção além de manter os cuidados de higiene (lavagem das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel) e de etiqueta respiratória (ao tossir e espirrar) sempre ao entrar em contato próximo com o recém-nascido ou com superfícies próximas devendo também higienizá-las.

Por todos esses benefícios, são importantes as ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno como a do Agosto Dourado, sendo necessário que a cada ano mais pessoas e entidades divulguem e incentivem essa causa.

Figura III – Fonte: agenciaconexoes.org

Referências:

https://portal.fiocruz.br/noticia/agosto-dourado-campanha-para-empoderar-familias-e-incentivar-amamentacao

https://www.google.com.br/amp/s/bebe.abril.com.br/amamentacao/por-que-este-mes-foi-determinado-como-agosto-dourado/amp/

https://www.marinha.mil.br/saudenaval/aleitamento-materno-agosto-dourado

https://g1.globo.com/pa/para/noticia/2020/08/06/campanha-agosto-dourado-orienta-sobre-a-importancia-do-aleitamento-materno-no-para.ghtml

Texto produzido por: Acadêmica de Enfermagem Grazielle Cristine Alves Bittencourt, Professora Drª. Cristiane Rodrigues da Rocha e Professora Drª. Inês Maria Meneses dos Santos.

CARREGADORES DE BEBÊ

Olá! Nessa postagem vamos falar sobre os carregadores de bebê!

Os carregadores de bebê surgiram há bastante tempo e vêm cada vez mais se modernizando. Atualmente eles têm se tornado bastante populares, visto que, proporcionam muitas alternativas para carregar o bebê, podendo ser usados dentro e fora de casa.

Os carregadores oferecem segurança, conforto e praticidade além de deixar as mãos de quem carrega o bebê livres. Outro ponto positivo é que eles deixam o bebê colado ao corpo de quem o carrega, o que ajuda a aumentar o vínculo entre o bebê e a pessoa.

O uso dos carregadores é liberado desde os primeiros dias de vida e os mais recomendados são os ergonômicos de tecido, pois permitem posturas adequadas e confortáveis. Abaixo iremos falar mais detalhadamente sobre eles.

  • Posição ideal

O bebê de frente para quem o carrega com o contato entre suas barrigas. A cabeça deve ficar na altura do pescoço do adulto e as perninhas como se a criança estivesse sentada. O joelho deve ficar flexionado e o bebê não deve ficar pendurado pelos quadris para não comprometer o seu desenvolvimento.

  • Tipos de tecido

Os tecidos de algodão são a melhor escolha, pois evitam o calor excessivo facilitando a transpiração do bebê.

  • Base do carregador

Deve ser larga para deixar os joelhos e quadril na posição certa.

  • Função dos carregadores

Além de serem práticos, facilitam a amamentação e potencializam o vínculo familiar.

  • Tipos de carregadores

De modo geral, temos os carregadores ergonômicos e não-ergonômicos. Eles se diferenciam pelo modo como deixam as perninhas do bebê. Os não-ergonômicos possuem base estreita e o apoio do bebê se concentra na virilha, deixando as pernas em uma posição não recomendada. Os carregadores ergonômicos têm base larga e deixam o bebê em posição sentada, com o apoio nas coxas, que é o melhor.

Para todos os tipos de carregadores, é importante que a coluna do bebê fique reta e a cabeça apoiada, além de manter os joelhos flexionados como se estivesse sentado. É recomendado que a cabeça do bebê fique na altura do pescoço de quem o carrega e que fiquem barriga com barriga como ilustrado nas figuras abaixo.

Figura I – Fonte: Petitpapillon.com.br

Figura II – Fonte: Petitpapillon.com.br

São tantas opções de carregadores que fica difícil saber qual é o melhor! Então vamos mostrar algumas para ajudá-los a decidir.

Canguru: primeiro a ficar popular no Brasil, tem a estrutura já pronta e acolchoada e é bem prático para colocar.

Figura III – Fonte: bebe.abril.com.br

Sling de Argola: é um tecido que usa argolas como mecanismo para prender ao corpo. Requer um pouco de trabalho para colocá-lo e concentra o peso do bebê em apenas um dos ombros da pessoa que o carrega.

Figura IV – Fonte: bebe.abril.com.br

Wrap Sling: também é um tecido, mas é preso ao corpo por meio de amarrações e por isso demanda mais tempo para ser colocado. O peso do bebê fica distribuído pelo corpo de quem o carrega.

Figura V – Fonte: bebe.abril.com.br

Mei Tai: muito usado na Europa, é similar ao Wrap Sling, com diferença quanto ao modo de amarrar e por possuir a base mais larga.

Figura VI – Fonte: bebe.abril.com.br

Cada um desses pode ser encontrado à venda já pronto ou podem ser criados com um tecido maleável com grande comprimento (de 2 a 5 metros aproximadamente variando conforme o modelo escolhido). Existem diversos vídeos no Youtube demostrando como colocá-los e podemos perceber que não existe uma única maneira, cada um faz do jeito que for melhor e mais confortável pra si!

Qualquer dúvida sobre este, ou outro tema, nos escreva!

Referências:

https://www.bemparana.com.br/noticia/especialista-alerta-para-cuidados-com-carregadores-de-bebe

https://www.petitpapillon.com.br/blog/diferenca-sling-mei-tai-carregadores

https://bebe.abril.com.br/familia/slings-para-bebes-as-diferencas-entre-os-modelos-e-como-usar-cada-um-deles/

Texto produzido por: Acadêmicas de Enfermagem Alice Dutra da Silva, Carolina Siciliano da Luz, Grazielle Cristine Alves Bittencourt, Mestranda Ana Paula Assunção Moreira e Profa. Dra. Cristiane Rocha.

RODA DE CONVERSA SOBRE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

Olá! Hoje viemos aqui convidar vocês para a 1ª roda de conversa sobre Métodos Contraceptivos que ocorrerá no dia 25/06/2020, quinta feira, ás 16h, com a Profª Dra Cristiane Rocha na plataforma Google Meet.

Você conhece todos os Métodos Contraceptivos? Sabe como cada um funciona? Tem interesse em saber mais e conhecer melhor esses métodos?

Para as respostas destas e de tantas outras perguntas, basta se inscrever acessando o link para preenchimento do formulário: https://forms.gle/nuArrEJihvrpHGxu9

O link para acesso a sala do Google Meet será enviado por e-mail para os inscritos 1 hora antes do início da apresentação.

Aguardamos vocês!

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