Conhecendo as quatro fases do trabalho de parto

Olá! Nesta postagem falaremos sobre as quatro fases do trabalho de parto!

Fonte: Santa Casa de Maringá

Esse assunto é bem amplo e rico em informações. Então, para facilitar a nossa conversa, falaremos apenas sobre o trabalho de parto normal, vaginal e sem intercorrências das gestantes de baixo risco.

Importante informação: Uma metodologia muito eficaz para falarmos deste assunto é a utilização do plano de parto construído pela mulher, ou pelo casal, para ser conversado com os profissionais de saúde. Veja o que é o plano de parto na postagem do nosso blog do dia 16 de novembro de 2020, com o título “Plano de Parto”.

Primeiro período do trabalho de parto e as práticas naturais 

As práticas naturais, comprovadamente benéficas, devem ser conhecidas pela mulher desde o início do pré-natal.  Adquirir confiança através de informações seguras e com evidências científicas comprovadas ajuda a determinar suas escolhas com autonomia e protagonismo no trabalho de parto. Essas práticas incluem o conhecimento do seu corpo, a prática de exercícios corporais e técnicas para alívio da dor, visando ajudar no processo do trabalho de parto.

A organização do ambiente com uso de velas, cores, iluminação e a aromaterapia podem criar uma atmosfera de conforto. 

Fonte: Site Unimed Fortaleza
  • Fase Latente: presença ou não de ocontrações uterinas dolorosas e un apagamento (fica mais fino) e dilatação (aumenta a abertura) de até 5 cm do colo do útero.

Nessa fase, quando as contrações são dolorosas, elas são discretas, curtas e espaçadas. Essa fase pode durar cerca de 7 horas, apresentando 2 a 3 contrações a cada 10 minutos. Nessa fase as práticas naturais se tornam grandes aliadas das mulheres. 

Para a fase latente, são indicados exercícios respiratórios, uma caminhada acompanhada pelo enfermeiro, doula ou acompanhantes, massagens lombares e banhos mornos. Esses são exercícios leves que ajudam no alívio da dor, e se enquadram nessa etapa do trabalho de parto. 

  • Fase Ativa: Presença de contrações uterinas regulares e dilatação progressiva do colo a partir de 5 cm.

Nessa fase, que em média dura de 2 a 3 horas, as contrações são mais dolorosas, mais longas, mais intensas, mais frequentes e coordenadas, contribuindo para a dilatação e apagamento. 

Essa fase exige um pouco mais da gestante, pois a dor se torna mais forte e mais constante devido à maior frequência das contrações. É importante que a gestante fique o mais confortável possível, dentro de suas condições, para se preparar para o período expulsivo (período do nascimento do bebê) que exigirá muita força e energia. 
As práticas naturais são de extrema importância para contribuir nessa tentativa de oferecer algum tipo de conforto, tranquilizar e encorajar a mulher. São indicados exercícios como fisioball, banqueta semi-circular, exercícios de lateralização e quatro apoios que vão ajudar na descida do bebê. 

Os óleos, a aromaterapia, o banho morno e a massagem ainda podem ser utilizados, mas tudo de acordo com a vontade e necessidade da mulher, que tem autonomia para decidir o que ela precisa.

Além disso,a mulher pode se movimentar e se posicionar da forma que julgar mais confortável durante o seu trabalho de parto.

Complemente suas informações com a leitura da postagem neste blog, do dia 01 de dezembro de 2020, com o título “Métodos não Farmacológicos para Alívio da Dor”.

Segundo período do trabalho de parto (Período Expulsivo)

No período expulsivo, a mulher já apresenta dilatação e apagamento totais. O útero apresenta 4 a 5 contrações a cada dez minutos. Nesse período, a mulher sente uma vontade natural de fazer força para proporcionar a saída do bebê. 

Durante esse período de trabalho de parto, a mulher deve ficar na posição que achar ser mais confortável como deitada de lado, de cócoras, em quatro apoios etc. 

Fonte: Carolina Horita/Bebê.com.br


Terceiro período do trabalho de parto

Nesse período, que acontece após o nascimento do bebê, ocorre a saída da placenta. Neste momento algumas mulheres sentem um pouco de cólica.

Se a placenta não sair naturalmente, pode ser necessária a utilização de algumas intervenções através de procedimentos e/ou medicamentos.

Faça o contato pele a pele com seu recém-nascido e amamente na sala de parto. Isso ajuda a produzir o hormônio chamado ocitocina que ajudará na saída da placenta, diminui o sangramento pós-parto e já faz o estímulo para vinda do colostro (primeiro leite que vem no seio para alimentar o bebê).

Fonte: Carolina Horita/Bebê.com.br



Quarto período do trabalho de parto (período de Greenberg)

É a primeira hora após a saída da placenta. A dica é continuar ofertando bastante o seio ao recém-nascido, pelos motivos mencionados acima, e observar seu sangramento no absorvente, se perceber que seu absorvente fica cheio em duas horas ou menos comunique aos profissionais de saúde. 

Fonte: Site bebê mamãe

Atenção:  o trabalho de parto é fisiológico, natural, esperado, no entanto, podem acontecer intercorrências e por isso, é necessário o acompanhamento de um enfermeiro obstetra ou médico obstetra. Na identificação de que o trabalho de parto não segue mais o percurso natural, o enfermeiro obstetra solicita o acompanhamento pelo médico obstetra.

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2021.

MONTENEGRO, C. A. B.; FILHO, J. R.. Parto. Rezende obstetrícia fundamental.13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Letícia Rezende da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.



Guia de incentivo, apoio e proteção ao aleitamento materno

Olá!

Hoje vamos divulgar um material elaborado por uma equipe multiprofissional, que são  especialistas da área de saúde materno-infantil que compõem a Comissão do Hospital Amigo da Criança e Amigo da Mulher do Hospital Universitário Gaffreé e Guinle da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Esse material trata de alguns temas relacionados ao parto, mas seu foco principal está no Aleitamento Materno.
Não perca esta  oportunidade de aprendizado, para isso, basta clicar logo abaixo da imagem em baixar para ler!

Boa leitura! Qualquer dúvida nos escreva!

Reconhecendo o início do trabalho de parto

Olá! Nesta postagem falaremos sobre como reconhecer o início do trabalho de parto!

Fonte: Revista Crescer – Globo

Durante a gestação e, principalmente, no final dela, as gestantes são tomadas pela ansiedade e pelo medo do desconhecido, quando o assunto é reconhecer o início do trabalho de parto. Nessa fase, o útero, os hormônios e todo corpo da mulher estão ativos, passando por modificações, visando a expulsão do feto, ou seja, o nascimento do bebê.

É de extrema importância que as gestantes, durante o pré-natal, tirem todas as suas dúvidas para que estejam muito bem preparadas para esse momento, diminuindo a ansiedade, o medo e o nervosismo.

Importante chamar a atenção: a mulher tem direito a ter o acompanhante de sua escolha durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, mesmo diante da pandemia de Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), no entanto, devem ser respeitadas as  medidas de precaução das instituições de saúde necessárias para a prevenção em relação à doença (Art. 19-J, da Lei nº 11.108, de 2005 e art. 2º, incisos III e VIII da Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 9.069, de 2020).

Fonte: Site Enquanto Elas Crescem

Depois desse informe, antes de entrarmos no assunto principal desse post, vamos abordar alguns pontos importantes para o melhor entendimento do seu corpo neste momento. São eles: as contrações de treinamento (Braxton-Hicks) e os fenômenos plásticos dilatação (abertura do colo uterino) e apagamento (afinamento do colo do útero). 

As contrações de Braxton-Hicks, chamadas contrações de treinamento, são caracterizadas por deixarem a barriga com a consistência dura, mas não são dolorosas e não possuem a capacidade de fazer modificações importantes no canal do nascimento a ponto de causar o nascimento do bebê. 

Fonte: Site Gramhot

Importante não confundir contrações de Braxton-Hicks com contrações de trabalho de parto. A dor pode ser um indicativo de início de trabalho de parto, mas nem sempre. A percepção do endurecimento da barriga e se sua frequência é constante, pelo menos duas contrações a cada dez minutos, pode ser um melhor método de avaliação do que a dor. Algumas mulheres só percebem a dor quando estão perto do período expulsivo. Na dúvida, procure o médico obstetra ou a enfermeira obstetra que te acompanha para fazer a avaliação.

No início do trabalho de parto, a ocitocina (hormônio produzido pelo organismo) entra em ação e é responsável pelo início das contrações uterinas que resultarão no nascimento do bebê. Esse fenômeno geralmente ocorre na idade gestacional de 37 a 41 semanas. Fique atenta!  Se acontecer antes das 37 semanas, o parto será prematuro, mas pode ser evitado se as contrações uterinas forem logo percebidas para a imediata procura da assistência médica. Quando ocorre após a 41ª semana, o recém-nascido nasce no pós-termo (após o tempo), necessitando de indução do parto ou cesariana. Tanto o parto prematuro quanto o parto após 41 semanas, são partos acompanhados por médicos, pois são partos que envolvem algum risco e não se enquadram mais nos partos fisiológicos acompanhados por enfermeiras obstetras.

Os fenômenos plásticos são conhecidos como dilatação (abertura do colo uterino) e apagamento (afinamento do colo uterino). Isso acontece porque a força das contrações faz com que a bolsa amniótica (bolsa d’água) desça junto com a cabeça do bebê, exercendo uma pressão no colo do útero, que vai apagar (ficar mais fino) e dilatar (abrir) para permitir a saída do bebê, podendo estourar a bolsa.

Fonte: Site TodaMatéria

Para finalizar, podemos dizer que a procura pela maternidade ocorre então quando as contrações (quando a mulher sente a barriga endurecer) estão regulares, pelo menos duas contrações a cada dez minutos, podendo sentir dor ou não. Se a dilatação for pequena (menor que 4 ou 5cm) e na avaliação for percebido que você e seu bebê estão bem, é comum que seja recomendado que aguarde um pouco mais em casa. Não fique triste, pois esse procedimento é para seu conforto, afinal, normalmente, não existe local melhor do que a nossa casa. 

Na identificação do parto ativo (dilatação de 5 cm ou mais) a gestante já fica na maternidade para o acompanhamento pelos profissionais de saúde.

Importante saber que quando a bolsa rompe e não se está em trabalho de parto, também é necessário fazer uma avaliação na maternidade. Os pequenos sangramentos também são comuns pela abertura do colo uterino, mas sangramentos intensos precisam de avaliação imediata de um médico na maternidade.

Não esqueçam de levar seus documentos de identificação, cartão pré-natal e exames!

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL. Lei nº 11.108, de 07 de abril de 2005. Altera a Lei nº 8.080,para garantir às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Disponível em:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2005/lei/L11108.htm. Acesso em: 11 mar. 2021.

RIO DE JANEIRO (Estado). Lei nº 9.069, de 27 de outubro de 2020. Dispõe sobre diretrizes para a prevenção e redução da mortalidade materno, infantil e fetal durante o período da pandemia do Covid-19, causada por coronavírus, no âmbito do estado do Rio de Janeiro. Disponível em: http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/CONTLEI.NSF/c8aa0900025feef6032564ec0060dfff/1c686a15a68a549403258610006de128?OpenDocument. Acesso em: 15 mar. 2021.

MONTENEGRO, C. A. B.; FILHO, J. R.. Parto. Rezende obstetrícia fundamental.13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Letícia Rezende da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Direitos das puérperas

Olá! Nesta postagem falaremos sobre um assunto que garante a manutenção da saúde da mulher e de seu recém-nascido, que são os direitos no puerpério. Mas, antes de conversarmos sobre os direitos, precisamos explicar o que é o puerpério.

O puerpério é o período que começa após o parto, de duração diferente em cada mulher, em que ocorrem importantes modificações no organismo, buscando o retorno a sua condição anterior à gravidez, assim neste período dizemos que a mulher é uma puérpera.


Sabendo o que é uma puérpera, podemos ver os principais direitos das mulheres nesta fase:

Fonte: Guia dos direitos da gestante e do bebê

Amamentação

As mulheres têm o direito de amamentar o seu filho no local e no momento que quiserem sem serem constrangidas ou proibidas, independente se existir áreas destinadas para a amamentação nos estabelecimentos (Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 7115, de 2015).

Atenção: Se um estabelecimento proibir ou constranger o ato da amamentação estará sujeito à multa (Art. 2º da Lei Estadual do Rio de Janeiro nº 7115, de 2015).

Fonte: Senado notícias

O poder público, as instituições e os empregadores devem gerar condições adequadas para o aleitamento materno, inclusive para os filhos de mulheres que estão sob medida privativa de liberdade (Art.9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990).

Os estabelecimentos penais para mulheres devem ter berçário, onde as mulheres possam amamentar e cuidar dos seus filhos, no mínimo, até 6 meses de idade (Art.83, §2º da Lei de Execuções Penais, de 1984).

Além disso, quando a mulher retorna ao trabalho antes do seu bebê completar 6 meses, ela tem o direito a 2 descansos especiais de meia-hora cada um, durante a sua jornada de trabalho para realizar a amamentação (Art. 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943). Os horários desses descansos vão ser definidos através de um acordo entre a mulher e o seu empregador (Art. 396, §2º da CLT, de 1943).

A mulher deve ser afastada das atividades consideradas insalubres em qualquer grau, durante a lactação, sem prejuízo na sua remuneração, inclusive no valor do adicional de insalubridade (Art. 394-A, inciso III da CLT, de 1943).

Licença maternidade

A mulher tem direito a licença maternidade de duração de 120 dias (cerca de 4 meses), sem prejuízo no seu emprego ou salário (Art. 7º, inciso XVIII da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988).

Atenção: A trabalhadora deve avisar seu empregador, por meio de atestado médico, sobre a data de início do seu afastamento do emprego, que pode acontecer entre 28 dias antes do parto e o parto (Art. 392, §1º da CLT, de 1943).

Além disso, por meio da apresentação de atestado médico, os períodos de repouso, antes e depois do parto, podem ser aumentados em 2 semanas cada um (Art. 392, §2º da CLT, de 1943).

Se a empresa em que a mulher trabalha fizer parte do Programa Empresa Cidadã, a duração da licença maternidade é aumentada em 60 dias, passando a ser 180 dias (em torno de seis meses) de licença maternidade (Art. 1º, inciso I, da Lei nº 11.770, de 2008).

Importante: O aumento na duração da licença é garantido se a mulher pedir esse aumento até o final do primeiro mês após o parto (Art. 1º, inciso I da Lei nº 11.770, de 2008).

A empresa ao oferecer esse benefício para a sua funcionária, pode diminuir o valor cobrado de imposto para a sua empresa.

Fonte: Contábeis

Servidoras públicas também têm direito à licença maternidade de 180 dias, se elas pedirem aumento do período da licença até o final do primeiro mês após o parto (Art. 2º, §1º do Decreto nº 6.690, de 2008).

A empresa não pode demitir sem justa causa a mulher desde a confirmação da sua gravidez até cinco meses após o parto (Art. 10, inciso II, alínea b do Ato das disposições constitucionais transitórias (ADCT), de 1988).

Estudantes têm o direito de realizar os exercícios no domicílio a partir do 8º mês de gestação e durante três meses após o parto. O seu o período de afastamento da escola/faculdade é determinado por atestado médico que deve ser apresentado para a direção da escola. Além disso, é garantido para as gestantes o direito a realizar as avaliações finais (Art 1º e 2º da Lei 6.202, de 1975).

Reembolso-creche ou local para a permanência da criança/amamentação

As empresas que tenham pelo menos 30 trabalhadoras maiores de 16 anos de idade devem ter um local adequado onde as suas funcionárias possam deixar seus filhos sob vigilância e assistência no período da amamentação (Art. 389, §1º da CLT, de 1943).

As empresas podem pagar para a trabalhadora o Reembolso-creche/Auxílio-creche ao invés de fornecer o local para o bebê permanecer enquanto a mãe trabalha. Esse reembolso deve cobrir todo o valor gasto na creche de escolha da trabalhadora, ou de outra forma de prestação de serviço dessa natureza, pelo menos até os 6 meses de vida do bebê (Art. 1º, incisos I da Portaria nº 3.286, de 1986).

Fonte: Calendário bolsa família 2021

O reembolso-creche deve ser realizado até o 3º dia útil, após a trabalhadora entregar para a empresa o comprovante das despesas com a mensalidade da creche (Art. 1º, inciso IV da Portaria nº 3.286, de 1986).

Outros direitos:

Direito de prioridade no atendimento por mulheres que amamentam em bancos, órgãos e empresas públicas (Art. 1º e 2º da Lei nº 10.048, de 2000).

Direito à assistência de saúde à puérpera e ao recém-nascido nas unidades do SUS (Lei nº 9.263, de 1996).

Direito ao planejamento familiar, que é o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garantem direitos iguais à mulher, ao homem ou ao casal de constituir, aumentar ou limitar a prole (Art. 1º e 2º da Lei nº 9.263, de 1996).

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências bibliográficas

AMORIM, Laís. Auxílio Creche 2021: Quem tem direito? Lei e Valor. Calendário Bolsa família 2021. Disponível em: <https://calendariobolsafamilia2021.org/auxilio-creche-2021/>. Acesso em: 25 jan.2021.

BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452compilado.htm >. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984. Institui a Lei de Execução Penal. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7210.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal,1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________.Constituição (1988). Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 5 de Outubro de 1988. Disponível em: <https://www2.camara.leg.br/legin/fed/conadc/1988/constituicao.adct-1988-5-outubro-1988-322234-publicacaooriginal-1-pl.html#:~:text=Ato%20das%20Disposi%C3%A7%C3%B5es%20Constitucionais%20Transit%C3%B3rias.&text=Art.,na%20data%20de%20sua%20promulga%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 24 jan.2021.

________. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

________. Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996. Regula o §7 do art. 226 da Constituição Federal, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9263.htm&gt;. Acesso em: 25 jan.2021

________. Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10048.htm&gt;. Acesso em: 25 jan.2021.

________. Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008. Cria o Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença-maternidade mediante concessão de incentivo fiscal, e altera a Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11770.htm&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

_______. Decreto nº 6.690, de 11 de dezembro de 2008. Institui o Programa de Prorrogação da Licença à Gestante e à Adotante, estabelece os critérios de adesão ao Programa e dá outras providências. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Decreto/D6690.htm&gt;. Acesso em: 24 jan.2021.

FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF); PINTO, Ziraldo Alves. Guia dos Direitos da Gestante e do Bebê. 1. ed. São Paulo: Globo, 2011.

Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). Portaria nº 3.296, de 03 de setembro de 1986. Autoriza as empresas e empregadores a adotar o sistema de Reembolso-Creche, em substituição à exigência contida no § 1º do artigo 389, da CLT. Disponível em: <https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=181137&gt;. Acesso em: 24 jan.2021.

NADER, Danielle. Empresa cidadã: Como funciona e quais são as vantagens ao se filiar?. Contábeis: 25 Jul. 2019. Disponível em:< https://www.contabeis.com.br/noticias/40630/empresa-cidada-como-funciona-e-quais-sao-as-vantagens-ao-se-filiar/>. Acesso em: 25 jan.2021.

RIO DE JANEIRO (Estado). Lei nº 7115, de 24 de novembro de 2015. Dispõe sobre o direito ao aleitamento materno no Estado do Rio de Janeiro, e dá outras providências. Disponível em:<http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/CONTLEI.NSF/b24a2da5a077847c032564f4005d4bf2/65a08e2d4384e05083257f0a005cb28a?OpenDocument#:~:text=DISP%C3%95E%20SOBRE%20O%20DIREITO%20AO,JANEIRO%2C%20E%20D%C3%81%20OUTRAS%20PROVID%C3%8ANCIAS.&text=Fa%C3%A7o%20saber%20que%20a%20Assembl%C3%A9ia,Art.&gt;. Acesso em: 24 jan. 2021.

SENADO FEDERAL. Senado aprova multa para quem impedir amamentação em local público. Senado Notícias: 12 mar. 2019. Disponível em:< https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/03/12/senado-aprova-penalizacao-para-quem-impedir-amamentacao-em-local-publico&gt;. Acesso em: 25 jan.2021.

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Armazenamento de Leite e Retorno ao Trabalho

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre o retorno ao trabalho da mulher e como promover o aleitamento materno nessa situação! 

Amamentação na volta ao trabalho : Dicas e Recomendações - Pediatria  Descomplicada

Fonte: https://pediatriadescomplicada.com.br/2014/11/07/amamentacao-na-volta-ao-trabalho-dicas-e-recomendacoes/&nbsp;

A amamentação é um processo complexo, muitas vezes bem diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes. Cabe a mãe decidir se consegue ou se quer amamentar seu filho, sendo dever da família e dos profissionais de saúde que a assistem respeitar essa decisão.  

Recomenda-se que o aleitamento materno seja exclusivo até os seis meses de idade da criança e que dure até seus dois ou três anos. Com o retorno da mulher ao trabalho, a recomendação torna-se difícil de ser concretizada, mas não impossível. Para isso, é preciso ter apoio familiar e suporte no ambiente de trabalho. 

Campanha Aleitamento materno

Fonte: https://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/aleitamentomaternov1/index.html&nbsp;

Antes de reiniciar a jornada de trabalho, a mulher deve se organizar quanto aos locais para retirada e armazenamento do leito no local de trabalho, manter o aleitamento exclusivo e treinar a ordenha manual, iniciando o estoque de leite congelado quinze dias antes do início do expediente. O leite ordenhado pode permanecer por 12 horas na geladeira e por 15 dias no congelador, devendo-se usar banho maria para descongelar. É importante que o pote com o leite armazenado possua a data da ordenha.  

Campanha de coleta de frascos para armazenar leite humano recebe apoio de  hospital referência - Saúde - Mega PoP

Fonte: http://www.megapop.com.br/saude/id-565694/campanha_de_coleta_de_frascos_para_armazenar_leite_humano_recebe_apoio_de_hospital_referencia&nbsp;

Além disso, é bom evitar o uso de mamadeira e preferir dar o leito à criança com copo ou colher. Para usar o copo, a criança deve estar em posição sentada, com o pescoço reto e apoiado, deve-se encostar o copo no lábio inferior e deixar o leito tocar na boca do bebê para que ele mesmo puxe o leite. 

Alternativas à mamadeira: 5 maneiras mais saudáveis de dar leite ao bebê

Fonte: https://www.vix.com/pt/maes-e-bebes/566207/este-e-o-melhor-jeito-de-alimentar-bebe-que-nao-mama-no-peito-nao-e-mamadeira&nbsp;

Enquanto estiver em casa, a mulher deve amamentar o bebê com frequência. No trabalho, deve realizar a ordenha para dar continuidade à produção do leite e para guardar ele para ser dado à criança posteriormente.  Para armazenar o leite deve ser preferencialmente utilizado um pote de vidro com boca larga e tampa de enroscar, que possa ser fervido por uns 20 minutos. Durante a ordenha, a mulher deve prender o cabelo e utilizar uma máscara, evitando falar e tossir enquanto retira o leite. 

Fonte: Caderno de Atenção Básica nº23. 

Para realizar a ordenha manual: 

– Lavar as mãos antes de começar. 

– Posicionar o pote perto da mama. 

– Relaxar e encontrar uma posição agradável. 

– Massagear a mama com movimentos circulares. 

– Com a mão em forma de C, colocar o polegar acima do mamilo e o dedo indicador abaixo do mamilo, dando suporte à mama com os outros dedos. 

– Pressionar o polegar e o dedo indicador um contra outro e para dentro, sem apertar demais. 

– O movimento é pressionar e soltar, pressionar e soltar. O leite pode não sair de primeira, mas com a sequência dos movimentos ele vai começar a pingar. 

– É recomendado desprezar os primeiros jatos, para reduzir as chances de contaminação. 

– A ordenha pode ser realizada uma mama de cada vez ou as duas ao mesmo tempo, no mesmo pote ou em potes separados. 

A ordenha com a bomba segue com os mesmos cuidados de higiene que a ordenha manual. Deve-se ter cuidado com a força de sucção da bomba para não causar lesões na mama. A bomba possibilita a ordenha em uma mama enquanto o bebê mama na outra, normalmente o reflexo de descida do leite é mais bem estimulado quando a mãe está amamentando seu bebê, assim ordenhar a outra mama pode ajudar a coletar uma maior quantidade de leite para o armazenamento. 

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referência: 

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Alice Dutra da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Belly Mapping

Olá! Nesta postagem vamos trazer informações sobre o Belly Mapping que consiste em uma técnica de Mapeamento da Barriga. 

 O que isso significa?

A técnica mostra a posição que o bebê se encontra dentro do útero através de um desenho feito na barriga da mãe, para que assim, seja visualizado pela gestante e por toda a família. 

Isso proporciona o prazer de olhar o bebê de forma lúdica e artística através de uma pintura da Barriga, deixando registros antes do nascimento e contribuindo para a segurança e apreciação do corpo, pela mulher, ainda durante a gravidez. 

Sentir o bebê crescer e se desenvolver é uma sensação única. Cada mulher tem sua experiência e de forma individual sentem seus filhos, ainda no útero, se acomodarem em posições diversas, além dos chutes e pulos. O avanço da tecnologia andou lado a lado com as Gestantes possibilitando cada vez mais a visualização dos bebês e as posições que eles se encontram através de ultras e outros exames de imagem. 

No entanto, a técnica do Belly Mapping proporciona maior conhecimento da mulher com seu próprio corpo e ainda contribui para sua interação com seu filho de forma íntima e divertida ainda antes do nascimento.  

COMO É FEITO?  

Para que o desenho possa ser feito, primeiro, o profissional capacitado (doula, enfermeira obstétrica, médico obstetra, parteira) realiza a Manobra de Leopold, que é uma técnica de palpação da barriga para identificar a posição do feto (bebê) dentro do útero. Muitas vezes, também aproveitam esse momento para ouvir o coração do bebê com um aparelho chamado Sonnar. Esta manobra pode ser realizada a partir de 28 semanas (terceiro trimestre), momento em que a posição é melhor percebida.  

Após a identificação da posição do bebê a pintura pode ser feita e a arte é realizada de acordo com as cores favoritas da Mãe e da família. Pode acompanhar a decoração do chá-de-bebê, do quartinho ou qualquer outro tema escolhido pela família .  

O processo de pintar a barriga, além de ser um momento de conexão com o bebê, contribui para o reconhecimento e empoderamento da gestante para com seu próprio corpo, permite o esclarecimento para a mãe e a família a respeito da posição do bebê, ajuda a combater a ansiedade e trabalha o estado psicológico da mãe, muitas vezes, funcionando como um processo de “despedida” da barriga.  

Atenção: O mapeamento da barriga (Belly Mapping) não substitui a recomendação da realização de nenhuma ultrassonografia.  

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao Pré-Natal de baixo risco. Brasília: editora do Ministério da Saúde, 2012. (Série A. Normas e Manuais Técnicos – Cadernos de Atenção Básica, nº 32. 

TULLY, Gail; CORREA, Laura; FONSECA, Luciana Carvalho. Guia prático de Belly Mapping: Descobrindo a posição do bebê na barriga pelo tato. Parto com Prazer. ed. rev. [S. l.]: Ema Livros, 2016. 128 p. ISBN 978-85-67695-04-4. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Beatriz Valim Egito do Amaral e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Métodos Não Farmacológicos de Alívio da Dor

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre Métodos não farmacológicos de alívio da dor! 

É muito comum as mulheres desistirem do parto normal por medo da dor do trabalho de parto. Precisamos ressignificar a dor no trabalho de parto. A dor tem diversas funções e uma delas é avisar “Você está em trabalho de parto, se prepare, procure um lugar tranquilo e seguro para ter seu bebê!” E neste sentido, avisar que chegou o “grande dia”, o dia de conhecer seu filho! A dor existe, em intensidades diferentes para cada mulher. O que propomos é que essa dor seja vista como algo positivo. Ela indica um processo para a chegada de uma pessoa especial e um rito de passagem de mulher para mulher-mãe.  Assim, com esta perspectiva vamos transcender a dor, fazer dela nossa aliada para abrir a passagem para este ser especial que vai chegar.  

As contrações, responsáveis pela dor, auxiliam na abertura do colo uterino, na descida e na saída do bebê. Os profissionais de saúde podem auxiliar no alívio das dores do parto e uma ferramenta importante é o método não farmacológica para o alívio da dor, que tem sua eficácia comprovada cientificamente. Logo abaixo falaremos um pouco sobre algumas delas. 

Se você deseja se preparar melhor para este momento, é necessário que já receba as orientações quanto aos métodos não farmacológicos no pré-natal, para que conheça e possa escolher quais deseja utilizar, contribuindo para uma boa vivência em seu trabalho de parto. 

Algumas técnicas de alívio da dor: 

Massagens corporais – Promovem o alívio da dor através do relaxamento e da diminuição do estresse, pois melhora o fluxo sanguíneo. A diminuição do estresse ocorre pelo contato físico com a parturiente, principalmente se o contato for com seu acompanhante. A massagem pode ser de forma leve ou mais firme, com vibração, amassamento, pressão circular profunda, pressão contínua e manipulação articular. Podem-se usar as pontas dos dedos, as mãos ou vários aparelhos que rolam, vibram ou pressionam.  

Exercícios respiratórios – Ajudam a aliviar a dor através do relaxamento e diminuição da ansiedade. Melhoram os níveis de saturação sanguínea de oxigênio. Esses exercícios não devem ser feitos durante todo o trabalho de parto, pois podem ocasionar hiperventilação na parturiente.  

Bola – Na bola a parturiente consegue ficar sentada com a coluna bem alinhada, sem desconforto, podendo ficar parada ou realizando movimentos verticais ou circulares, que ajudam na descida e rotação do bebê e no alívio da dor. Em todos os exercícios sobre a bola, é recomendado que a parturiente segure as mãos do profissional de saúde ou do companheiro, para ficar mais firme e segura. 

Fonte: Sepaco autogestão

Banho morno de aspersão ou de imersão – A água aquecida induz a vasodilatação periférica e a redistribuição do fluxo sanguíneo, promovendo relaxamento muscular e reduzindo a ansiedade. A prática varia muito e inclui o uso de duchas, banheiras, hidromassagem e “piscinas de parto” especiais. 

Cavalinho – Auxilia no relaxamento e aumento da dilatação, além de promover o alívio da dor. É semelhante a uma cadeira com espalda invertida, onde a gestante apoia o tórax e os braços jogando o peso para frente e aliviando as costas. Durante as contrações, a parturiente também pode ficar nessa posição para receber massagem na lombar, com a finalidade de relaxar e aliviar a dor do trabalho de parto.   

Inserindo imagem...
Fonte: Jornal da UEM

Outras medidas para o conforto da parturiente:  

  • Diminuição dos ruídos sonoros 
  • Privacidade 
  • Caminhar/deambular durante o trabalho de parto 
  • Aromaterapia 
  • Cromoterapia 
  • Musicoterapia 

Procure mais sobre o tema, assim, com o uso das técnicas que ajudam a aliviar a dor, você vivencia este período de preparo do corpo para o nascimento com muito mais proveito e satisfação, não só porque ocorre a diminuição dos desconfortos, mas também em razão de todo o aprendizado que permite transcender a dor do parto e assimilar a sua ressignificação. 

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências Bibliográficas: 

Ministério da Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Disponível em: < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf> Acesso em: 22 de novembro de 2020. 

Maternidade Escola UFRJ. Métodos não farmacológicos de alívio da dor no trabalho de parto. Disponível em: < http://www.me.ufrj.br/images/pdfs/protocolos/enfermagem/metodos_nao_farmacologicos_de_alivio_da_dor.pdf> Acesso em: 22 de novembro de 2020. 

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Carolina Siciliano da Luz e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

PREMATURIDADE- NOVEMBRO ROXO

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre bebês prematuros e o Novembro Roxo!

Partos prematuros no Brasil estão acima da média mundial – O Paraná

Fonte: https://oparana.com.br/noticia/partos-prematuros-no-brasil-estao-acima-da-media-mundial/

O bebê é considerado prematuro ou pré-termo quando nasce antes de 37 semanas de gestação, podendo ser extremo (antes de 28 semanas), intermediário (entre 28 e 34 semanas) ou tardio (entre 34 e 37 semanas). Esses bebês não estão prontos para a vida fora do ventre materno, por isso, são delicados e precisam de muitos cuidados. 

Quanto menor o tempo de gestação e quanto mais baixo for o peso ao nascer, mais vulnerável esse bebê é. As estruturas do corpinho dele ainda não estão totalmente desenvolvidas, então ele precisa de ajuda, por exemplo, para respirar e para se alimentar.

 Para isso, ele fica internado na UTI Neonatal, onde recebe todos os cuidados necessários para que seu corpo consiga amadurecer. A incubadora e o espaço da UTI fazem uma estrutura próxima ao ambiente necessário para sua sobrevivência como se estivesse dentro do útero materno. A incubadora deixa o bebê aquecido, mas as atividades necessárias para o cuidado não deixam o ambiente tão silencioso e escurinho como o do ventre materno, por essa e outras razões o melhor lugar para o bebê se desenvolver é no útero de sua mãe. Não tenha presa para o nascimento do seu bebê, cesáreas antecipadas desnecessariamente podem trazer um bebê ainda imaturo.

 Assim, esperar a hora do nascimento, fazer o pré-natal e estar atenta a qualquer sinal de que há algo errado com a sua saúde de modo que faça você buscar imediatamente a unidade de saúde que te acompanha podem ser meios importantes de se evitar o nascimento de um prematuro.

Caso o bebê nasça prematuro, mesmo com todos os cuidados de prevenção, ele pode precisar de ajuda: alguns respiram com ajuda de um aparelho; alguns precisam tomar remédio pela veia; alguns usam o banho de luz; entre outros. Todos ficam monitorizados para se ter certeza de que estão bem. Além disso, muitos não estão prontos para mamar, então se alimentam por uma sonda até que desenvolvam os reflexos de sucção.

prematuridade - Mundo Adaptado®

Fonte: https://mundoadaptado.com.br/prematuridade/t

No entanto, a prematuridade não é motivo para perder as esperanças! Com a tecnologia e a informação que possuímos hoje, muitos bebês prematuros se desenvolvem bem e vão para casa com suas famílias, mas é preciso ter paciência, cada bebê tem o seu tempo e respeitar isso é fundamental para que ele fique bem.

DIA MUNDIAL DA PREMATURIDADE

Fonte: http://www.ftneuroped.ufscar.br/noticias/dia-mundial-da-prematuridade/

Temos um dia especial para falarmos sobre isso, é o dia 17 de novembro, que é considerado mundialmente como o dia da prematuridade, com o objetivo de chamar a atenção para esse tema tão importante e que tem grande impacto na mortalidade infantil, além de discutir os meios de prevenção e tratamento. No Brasil temos o Novembro Roxo, um mês usado para conscientizar sobre a prematuridade e realizar atividades sobre o tema tanto para os profissionais quanto para as famílias.

Caminhada pela Prematuridade acontece neste domingo em Campo Grande –  Maternidade Cândido Mariano

Fonte: https://maternidadecandidomariano.org.br/caminhada-pela-prematuridade-acontece-domingo-em-campo-grande/

DIA MUNDIAL DA PREMATURIDADE

Fonte: Prematuridade.com

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências:

Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. – 2.ed. – Barueri, SP: Manole, 2010.

Instituto Fernandes Figueira. Portal de Boas Práticas em Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente. Disponível em: <portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br>. Acesso em 22 de outubro de 2020.

Tamez, Raquel Nascimento. Enfermagem na UTI Neonatal: assistência ao recém-nascido de alto risco. – 5.ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Alice Dutra da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

PLANO DE PARTO

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre Plano de Parto!

O que é? 

O plano de parto é um documento feito pela gestante, onde fica registrado por escrito tudo aquilo que ela deseja da assistência da equipe de saúde em relação ao seu trabalho de parto, parto e nos cuidados com o recém-nascido no pós-parto imediato, assim como situações que ela gostaria de evitar, garantindo assim que o parto e nascimento sejam respeitosos com suas escolhas. Além disso, também é uma forma de comunicação entre a gestante, seu companheiro (a) e o profissional de saúde, neste sentido todos ficam sabendo o que o outro deseja e o que é possível ou não de ser realizado pelas suas perspectivas de mundo, o que inclui não só a questão técnica, mas também religiosos, sociais, psicológicos e sociais. Deve-se levar em conta que o trabalho de parto e parto são eventos dinâmicos e por isso as coisas podem não sair conforme o planejado, mas as possíveis mudanças de cenários precisam ser sempre conversadas com a gestante. 

Plano de parto · Itapetininga · Nosso Bem Estar
Fonte: Nosso Bem Estar

O plano de parto, no Rio de Janeiro, conta com instrumentos legais, a LEI Nº 7191 DE 06 DE JANEIRO 2016, e é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo diretrizes do Ministério da Saúde sobre pré-natal e parto, cabe aos profissionais de saúde perguntar se a mulher tem um plano de parto escrito, ler e discutir com ela, levando-se em consideração as condições para a sua implementação, tais como a organização do local de assistência, limitações (físicas, recursos) relativas à unidade e a disponibilidade de certos métodos e técnicas.   

Qual sua finalidade? 

O plano de parto serve como guia para a gestante entender como acontece o parto e para que ela converse durante o pré-natal com a equipe de saúde sobre o tema, para entender as práticas que são usadas e as que são evitadas pelo profissional que vai acompanhá-la. Essa conversa é importante para a gestante, para saber se a assistência escolhida vai conseguir atendê-la da melhor forma possível e de maneira segura. Essa conversa evita as frustações tanto da mulher quanto do profissional de saúde porque cada um consegue compreender o que o outro deseja e planeja antes da ocorrência dos fatos, assim o plano de parto beneficia a ambos. 

Como saber qual a melhor via de parto para a paciente? - PEBMED
Fonte: Portal Peb Med

Tópicos do plano de parto: 

  • Local do parto escolhido 
  • Acompanhante de escolha da gestante (garantido por Lei Federal n. 11.108 de 2005
  • Presença de Doula 
  • Posicionamento da gestante em relação às intervenções no trabalho de parto e parto (exemplos: medidas farmacológicas e não farmacológicas para alívio da dor, posição para o bebê nascer, contato pele a pele, amamentação) 
  • Posicionamento da gestante em relação às intervenções no recém-nascido (exemplos: aspiração gástrica e de vias aéreas) 
  • Posicionamento da gestante quanto aos aspectos mais pessoais (exemplos: iluminação do ambiente, música, o que dá força a gestante e o que pode atrapalhar, usar roupa de livre escolha, fotos e vídeos, alimentação da gestante) 
  • Situações inesperadas 

Qualquer dúvida sobre este, ou outro tema, nos escreva!

Referências: 

O que é plano de parto. Despertar do parto. Disponível em: https://www.despertardoparto.com.br/o-que-e-plano-de-parto.html 

Plano de Parto. Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Disponível : <http://www.ans.gov.br/planos-de-saude-e-operadoras/espaco-do-consumidor/parto-na-saude-suplementar-conheca-seus-direitos>&nbsp;

Texto produzido pela Acadêmica de Enfermagem Carolina Siciliano da Luz e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha

OUTUBRO ROSA: PARTICIPE, CONHEÇA E PREVINA-SE

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre o outubro Rosa! 

Este mês de outubro foi escolhido para os profissionais de saúde e toda sociedade realizarem um movimento nacional e internacional de conscientização sobre o cuidado da mulher com o seu corpo, com objetivo de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama, mas o câncer de colo uterino acabou sendo incorporado nesta ação. Essa meta só é possível com a participação ativa das mulheres, pelo seu autocuidado e por um sistema de saúde que efetivamente possa rastrear e tratar precocemente os casos diagnosticados. 

Este movimento que se inicia na década de 90 nos Estados Unidos, ganha dimensão mundial, com grande relevância para a saúde das mulheres, no Brasil é a primeira causa de morte nesta população, assim podemos entender porque esta campanha ganha dimensão e mobiliza a população, as empresas, as entidades de classe e os profissionais de saúde.  

O laço cor-de-rosa, símbolo da campanha, ganha dimensão e é usado nas roupas pelas pessoas em diversos eventos, como nas atividades esportivas, desfiles de moda, encontro de estudantes, professores, eventos políticos entre outros. 

Figura I – Fonte: https://www.shoppinguniao.com.br/blog/2019/10/outubro-rosa-como-surgiu/ 

Além do laço, a cor rosa se tornou um símbolo da campanha, assim muitas ações de prevenção do câncer de mama são decoradas com essa cor, pessoas usam vestimentas, balões e iluminam construções e monumentos de rosa, tornando-se um código visual capaz de ser compreendido em qualquer lugar no mundo. 

No Brasil, a primeira iniciativa em relação a campanha do Outubro Rosa se deu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, situado em São Paulo, foi iluminado com luzes cor-de-rosa, pela iniciativa de um grupo de mulheres que simpatizavam com a causa do câncer de mama. Após essa ocorrência, somente em outubro de 2008 que a movimentação ganhou força em várias cidades brasileiras que abraçaram a causa, fazendo campanhas, promovendo corridas e iluminando os principais monumentos com a cor rosa durante a noite. 

Figura II – Fonte: https://www.shoppinguniao.com.br/blog/2019/10/outubro-rosa-como-surgiu/ 

Assim, o projeto de extensão Espaço Educativo para o Cuidado de mãe e bebê, vem contribuir com a campanha e trazer algumas informações sobre a temática.  

O câncer de mama é um crescimento desordenado de células que acaba destruindo os tecidos do corpo, conhecido como neoplasia maligna, esse crescimento desordenado se transforma em um tumor maligno que pode crescer rapidamente ou devagar. 

Infelizmente esse é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo e, por isso, merece tanta atenção. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 20,9% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino ou 29,7%, excetuando-se o câncer de pele não melanoma; o número de mortes por esse tipo de câncer continua em alta, especialmente por causa do grande número de diagnósticos tardios, ou seja, já com o câncer em estado avançado. Embora esse seja um problema recorrente o ano inteiro, o outubro Rosa é importante porque faz com que as mulheres parem pelo menos uma vez no ano para cuidarem de si mesmas. E com o diagnóstico precoce possibilita as chances de cura em 95%. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Figura III – Fonte: https://comunidadesebrae.com.br 

Com o slogan “Cuidado com as mamas, carinho com seu corpo”, o INCA e o Ministério da Saúde aderiram à campanha Outubro Rosa 2020. 

A prática de atividade física e de alimentação saudável, com manutenção do peso corporal adequado, estão associadas a menor risco de desenvolver câncer de mama: cerca de 30% dos casos podem ser evitados quando são adotados esses hábitos. A amamentação também é considerada um fator protetor. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Os principais sinais e sintomas da doença são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou nas axilas. 

Figura IV – Fonte: https://www.redeodonto.com.br/blog/cancer-de-mama-conheca-os-sintomas-tratamentos-e-causas/ 

Recomenda-se o autoconhecimento. Palpar, olhar e observar os seios, e o corpo como um todo, em situações cotidianas, para que se entenda quais são as alterações e aparências normais do próprio corpo. Assim, quando há qualquer alteração incomum, é possível identificar rapidamente. (Fonte: https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama

Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos agentes estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, como: envelhecimento (quanto mais idade, maior o risco de ter a doença), fatores relacionados à vida reprodutiva da mulher (idade da primeira menstruação, ter tido ou não filhos, ter ou não amamentado, idade em que entrou na menopausa), histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante. 

Além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. A mamografia nesta faixa etária, com periodicidade bienal, é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo. (Fonte: https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

Figura V – Figura: https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/10/01/comeca-a-campanha-outubro-rosa-em-imperatriz/ 

De acordo com dados apresentados pelo secretário de Atenção Especializada a Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte, em 2020 houve uma queda do número de exames nos institutos públicos de saúde. De janeiro a julho de 2019 foram realizadas pouco mais de dois milhões de mamografias neste período. Já neste ano, o número caiu para um milhão de exames durante os sete primeiros meses do ano. Segundo o secretário de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara Medeiros Parente, a motivação da queda teria sido a pandemia. (Fonte: https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/10/07/ministerio-da-saude-lanca-campanha-do-outubro-rosa-2020.htm

A vida moderna e acelerada, segundo ela, contribui para o desenvolvimento do câncer de mama, já que fatores como obesidade, estresse e sedentarismos influenciam no surgimento da doença. “A Covid-19 nos trouxe um novo olhar para a nossa vida, sobretudo, quanto a importância de cuidar da nossa saúde, então, adotar um estilo de vida saudável com a prática de exercícios físicos e boa alimentação sem dúvidas contribuem para evitar o câncer de mama”, afirmou. (Fonte: https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/09/campanha-do-outubro-rosa-tera-como-tema-quanto-antes-melhor-em-2020_115968.php

É muito importante as mulheres estarem atentas a essa data, já que, além da conscientização, instituições públicas e privadas realizam exames preventivos a preços reduzidos e as vezes até de graça. 

Qualquer dúvida sobre este, ou outro tema, nos escreva! 

Referências:

http://emulher.r7.cohttps//areadm/sem-categoria/outubro-rosa-o-que-e-como-surgiu-e-por-que-e-tao-importante/

http://outubrorosa.org.br/historia.htm

https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/10/07/ministerio-da-saude-lanca-campanha-do-outubro-rosa-2020.htm

https://gazetaweb.globo.com/portal/noticia/2020/09/campanha-do-outubro-rosa-tera-como-tema-quanto-antes-melhor-em-2020_115968.php

https://www.inca.gov.br/campanhas/cancer-de-mama/2020/outubro-rosa-2020

https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Grazielle Cristine Alves Bittencourt e Isabelle Barbosa Feitosa e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha 

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