OUTUBRO ROSA

A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença; proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

  • O que é o câncer de mama?

De acordo com o INCA (2022) o câncer de mama é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, e outros, não. A maioria dos casos tem boa resposta ao tratamento, principalmente quando diagnosticado e tratado no início.

É uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. É o câncer que mais causa mortes em mulheres e é importante alertar que os homens também podem ter câncer de mama.

  • Quais são as causas?

É multicausal, pois diversos fatores estão relacionados ao câncer de mama. O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade, sendo maior a partir dos 50 anos

Fatores de risco:

Comportamentais/ambientais

 • Obesidade e sobrepeso após a menopausa.

• Sedentarismo (não fazer exercícios).

• Consumo de bebida alcoólica.

• Exposição frequente a radiações ionizantes (raios X, mamografia e tomografia).

História reprodutiva/hormonais

 • Primeira menstruação antes dos 12 anos;

• Não ter tido filhos;

• Primeira gravidez após os 30 anos;

 • Não ter amamentado;

• Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;

 • Ter feito uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional) por tempo prolongado;

• Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se por mais de cinco anos.

 Hereditários/genéticos

• História familiar de:

 » Câncer de ovário;

» Câncer de mama em homens;

» Câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos.

 A mulher que possui alterações genéticas herdadas na família, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2, tem risco elevado de câncer de mama. Apenas 5 a 10 % dos casos da doença estão relacionados a esses fatores.

A presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher terá, necessariamente, a doença.

  • Sinais e Sintomas

• Caroço (nódulo) endurecido, fixo e geralmente indolor. É a principal manifestação da doença, estando presente em mais de 90% dos casos.

 • Alterações no bico do peito (mamilo);

• Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

 • Saída espontânea de líquido de um dos mamilos;

• Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

Qualquer caroço na mama em mulheres com mais de 50 anos deve ser investigado! Em mulheres mais jovens, qualquer caroço deve ser investigado se persistir por mais de um ciclo menstrual.

  • Prevenção

Segundo o INCA (2022) manter o peso corporal adequado, praticar atividade física e evitar o consumo de bebidas alcoólicas ajudam a reduzir o risco de câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.

 Conheça o seu corpo: Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres. Olhe, palpe e sinta suas mamas no dia a dia para reconhecer suas variações naturais e identificar as alterações suspeitas. Em caso de alterações persistentes, procure o Posto de Saúde. Realizar o exame de mamografia é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos. A mamografia para avaliar uma alteração suspeita na mama é chamada de mamografia diagnóstica e poderá ser feita em qualquer idade quando há indicação médica.

  • Mamografia

A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos.

Fonte:https://oestadoma.com/noticias/2021/10/15/quatro-cidades-do-ma-tem-menor-numero-de-mamografias-no-nordeste/.

Benefícios:

 • Encontrar um câncer no início e ter um tratamento menos agressivo;

• Menor chance de morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos

• Resultados incorretos:

» Suspeita de câncer de mama, que requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso-positivo) gera ansiedade e estresse.

» Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso-negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.

• Ser diagnosticada e tratada, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama. Exposição aos raios X (raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição).

A mamografia de rastreamento é indicada para mulheres com menos de 50 anos?

Não, pois antes dos 50 anos as mamas são mais densas e com menos gordura, o que limita o exame e gera muitos resultados incorretos.

 No caso de mulheres com 70 anos ou mais?

 Nesta faixa etária é maior o risco de o exame revelar um tipo de câncer de mama que não causaria danos à mulher. 

Um gesto de amor próprio, cuide-se!

Referências:  INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Câncer de mama: vamos falar sobre isso? Rio de Janeiro: INCA, 2022. (Coordenação de Prevenção e Vigilância Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede – 7. Ed). Disponível em: (http://controlecancer.bvs.br/) e no Portal do INCA (http://www.gov.br/inca). Acesso em: 11 out. 2022.

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CICLO MENSTRUAL

Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/sexualidade/ciclo-menstrual.htm

Normalmente, de 10-13 anos é iniciada a puberdade, e é nesse período que o corpo da mulher começa a passar por mudanças físicas e mentais, quando ocorre o famoso estirão e acontece o desenvolvimento do sistema reprodutor. É nesta fase da vida que a mulher tem a sua primeira menstruação (menarca), e a partir desse momento ela deve menstruar todo mês até chegar à menopausa, que ocorre, geralmente, entre os 45-55 anos.

Mas o que é a menstruação?

A menstruação é a descamação do endométrio que ocorre quando não há fecundação. Mas o sangramento da menstruação representa apenas uma parte da primeira fase do ciclo menstrual, que dura de 21 a 35 dias. Para saber quantos dias exatos tem o seu ciclo, basta contar desde o primeiro dia de sangramento menstrual até o dia anterior à próxima menstruação. O fluxo menstrual normalmente dura de 3 a 7 dias.

Durante o ciclo menstrual, a variação nos níveis de estrogênio e progesterona provoca alterações no endométrio, preparando o corpo para uma possível gestação. Como existem receptores hormonais em outros órgãos, esse processo pode causar diversos sintomas a depender da fase do ciclo.

Fases do ciclo menstrual:

●        Fase folicular (antes da liberação do óvulo):

 Segundo Varella (2018) a fase folicular começa no primeiro dia de sangramento menstrual. No início dessa fase, a concentração de estrogênio e progesterona é baixa, o que leva à produção do hormônio foliculoestimulante (FSH), que age estimulando o desenvolvimento de folículos nos ovários. Os folículos são as estruturas que contêm os óvulos. Nesse período, em que a mulher está menstruada, é comum o surgimento de sintomas como cólicas menstruais, dor de cabeça, fadiga, aumento da frequência de urinar, dor ou sensação de peso na parte inferior do abdômen e na região lombar.

Posteriormente, os folículos começam a aumentar a produção de estrogênio, que chega a seu nível máximo antes da ovulação. O estrogênio estimula a produção de um muco transparente nas glândulas do colo do útero, facilitando a passagem de espermatozóides para a cavidade uterina. A vagina fica mais úmida, de forma que a presença do muco se torna perceptível pela mulher. O estrogênio também faz a espessura do endométrio aumentar, o que cria um ambiente favorável à implantação e nutrição do embrião.

A fase folicular dura em torno de 14 dias, terminando com o aumento drástico do hormônio luteinizante (LH), o que dá início à próxima fase: a ovulação.

●     Fase ovulatória (liberação do óvulo):

De acordo com Varella (2018)A ovulação começa a partir do aumento súbito do hormônio luteinizante. Esse hormônio estimula o rompimento do folículo ovariano para que o óvulo seja liberado. Essa fase é muito curta, mas o período fértil é mais longo, já que os espermatozoides podem ficar viáveis por dias no trato genital da mulher e o óvulo tem uma vida média de 24 horas. Em geral, considera-se período fértil cerca de três dias antes até três dias depois da ovulação. A fase ovulatória termina após o óvulo ser liberado.

●     Fase lútea (após a liberação do óvulo):

Para o autor Varella (2018) depois da ovulação, começa a fase lútea. O folículo rompido forma um tecido chamado de corpo lúteo que, além de estrogênio, produz maior quantidade de progesterona. A progesterona é responsável por provocar modificações no endométrio que favorecem a manutenção de uma possível gravidez até a placenta se desenvolver. Quando a gestação não acontece, o corpo lúteo regride, interrompe a produção de hormônios e é absorvido. Os níveis de estrogênio e progesterona diminuem e o endométrio, que não consegue mais se manter, se descama, dando início à menstruação.

No final desse período, ocorre a tensão pré-menstrual (TPM) em muitas mulheres. A TPM pode causar uma série de sintomas desagradáveis, como dores e inchaço nas mamas e no abdômen, dores de cabeça e nas pernas e cansaço, além de sintomas psicológicos, como irritabilidade, ansiedade e tristeza. Podem ocorrer ainda alterações no sono e no apetite e desejos por alimentos específicos. Os sinais da TPM surgem na fase lútea e duram, no máximo, até o 4º dia da menstruação (já na fase folicular).

Referências:

ANDRADE, S. S. C. et al. Prevenção de vulvovaginite: utilizando as falas das mulheres para elaboração de orientações em saúde. Revista de Enfermagem, UFPE. on line. 2012 Feb;6(2):339-45.

BRÁS, Luma de Jesus; TREVISAN, Priscila Freitas. Saúde íntima feminina e sensualidade nas lingeries. 2016. 153 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) — Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Apucarana, 2016. Disponível em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/5856. Acesso em: 06 nov. 2021.[la2] 

UOL. Drauzio: Entenda as fases do ciclo menstrual. Disponível em: https://drauziovarella.uol.com.br/mulher-2/menstruacao/entenda-as-fases-do-ciclo-menstrual/. Acesso em: 11 out. 2022.

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Alimentação da nutriz

Olá! Nessa postagem vamos falar sobre a alimentação da mãe que amamenta, a nutriz.

Durante o período da amamentação é comum que haja um aumento do apetite e da sede da mulher, além de mudanças nas preferências alimentares. Isso acontece porque para a produção do leite, é necessária a ingestão de calorias e de líquidos além do habitual. Acredita-se que um consumo extra de 500 calorias por dia seja o suficiente, pois a maioria das mulheres armazena, durante a gravidez, de 2kg a 4kg para serem usados na lactação.

Fonte: unicef.org

A dieta da nutriz não precisa ser rigorosa ou muito restrita, mas as recomendações para uma alimentação adequada durante a lactação incluem os seguintes itens:

  • Consumir dieta variada, incluindo pães e cereais, frutas, legumes, verduras derivados do leite e carnes;
  • Consumir três ou mais porções de derivados do leite por dia;
  • Esforçar-se para consumir frutas e vegetais ricos em vitamina A;
  • Certificar-se de que a sede está sendo saciada;
  • Não realizar dietas que promovam rápida perda de peso (mais de 500g por semana);
  • Consumir com moderação café e outros produtos cafeinados, pois podem causar irritabilidade no lactente e prejudicar o sono da mulher nutriz. O período de descanso noturno é essencial para produção do leite, pois é a noite, durante o repouso, que se produz a maior quantidade de prolactina.
Fonte: istock.com / CharlieAJA

A alimentação ideal de uma nutriz pode não ser acessível para muitas mulheres de famílias com baixa renda, o que pode desestimulá-las a amamentar seus filhos. Por isso, a orientação alimentar de cada nutriz deve ser feita levando-se em consideração, além das preferências e dos hábitos culturais, a acessibilidade aos alimentos.

É importante lembrar que as mulheres produzem leite de boa qualidade mesmo consumindo dietas subótimas, ou seja, que são adequadas, mas ainda não atingem a excelência.

Pensando ainda em diferentes cenários e realidades, é preciso estar atento para o risco de hipovitaminose B em crianças amamentadas por mães que possuem restrições alimentares ou que por opção decidem retirar a carne da sua dieta alimentar sem um acompanhamento nutricional, haja vista que essa vitamina não é encontrada em vegetais. É importante também certificar-se de que as nutrizes estão ingerindo quantidade suficiente de proteínas.

Fonte: maesdepeito.com.br

Como regra geral, as mulheres que amamentam não necessitam evitar determinados alimentos. Entretanto, se elas perceberem algum efeito na criança de algum componente de sua dieta, pode-se indicar a prova terapêutica: retirar o alimento da dieta por algum tempo e reintroduzi-lo, observando atentamente a reação da criança. Caso os sinais e/ou sintomas da criança melhorem substancialmente com a retirada do alimento e piorem com a sua reintrodução, ele deve ser evitado. O leite de vaca é um dos principais alimentos implicados no desenvolvimento de alergias alimentares.

Fonte: revistacrescer.globo.com

Benefícios da boa nutrição da nutriz

A mãe bem nutrida tem menor propensão ao cansaço e maior estabilidade emocional, apresentando, portanto, melhores condições físicas e psicológicas para amamentar. Sua nutrição deve ser equilibrada e variada, sem que cause ansiedade com uma série de recomendações dietéticas, levando em conta as condições econômicas, ambientais e nutricionais da mãe.

Desvendando alguns mitos

1- A mulher precisa beber líquidos em excesso; MITO, deve-se consumir a quantidade adequada de líquidos conforme a necessidade da mulher.

2- A alimentação precisa ser muito restrita; MITO, alguns cuidados precisam ser tomados para melhor disposição materna e saúde do bebê, mas não é preciso fazer nenhuma dieta mirabolante.

3- É importante comer muita canjica e tomar cerveja preta para aumentar a produção de leite; MITO, não há evidências científicas de que canjica aumenta produção de leite. Além disso, deve-se ter cuidado com a ingestão em excesso devido a quantidade de açúcar. A cerveja também é um MITO, não se deve ingerir álcool durante a amamentação.

4- Não pode tomar café nem refrigerante durante todo período de amamentação. MITO,não há contraindicação do consumo dessas bebidas, mas devem ser evitadas.

Qual desses mitos sobre a alimentação da nutriz você já ouviu falar?

Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança : aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015. 184 p. : il. – (Cadernos de Atenção Básica ; n. 23).

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Beatriz Mayumi Maiani Okuno e Natália de Araújo e Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Bicos e Chupetas

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre bicos e chupetas e a relação deles com a amamentação!

Como já vimos em postagens anteriores, o aleitamento materno tem muitos benefícios, tanto para mãe, quanto para o bebê. É recomendado que seja exclusivo até os seis meses de idade e complementado até dois anos.

Fonte: A importância do aleitamento materno – Nutrição – Cursos iPED

Bico é o objeto usado para auxiliar na alimentação da criança por meio de sucção, como na mamadeira. A chupeta é semelhante ao bico, mas não é usada para alimentação e sim para acalmar a criança. Ambos simulam o mamilo e estimulam a sucção do bebê, porém, são contra indicados. Vejamos o porquê:

Fonte: Revista AdNormas – Os requisitos de segurança de chupetas e mamadeiras

O uso de bicos e chupetas pode gerar uma “confusão de bicos”. A dinâmica para mamar no peito é diferente daquela que usa o bico da mamadeira. Isso ocorre porque o bico oferece grande fluxo de leite logo na primeira sucção, já a mama, exige mais sucções para que o fluxo aumente devido ao tempo de ação dos hormônios maternos. Então, como o bico da mamadeira exige menor esforço do bebê, ele desacostuma e começa a perder o interesse pela mama, não conseguindo completar uma mamada.

Já o uso de chupeta diminui a frequência das mamadas, porque o bebê tem a sua necessidade de sucção suprida por um objeto e não pela mama. Por sua vez, a redução das mamadas pode gerar diminuição da produção de leite. Por isso, bicos e chupetas dificultam o processo de amamentação e podem causar desmame precoce.

Fonte: Chupeta e mamadeira podem prejudicar amamentação – (ficargravida.com.br)

Fonte: O que fazer quando o bebê não pega o peito? – Blog Grão de Gente (bloggraodegente.com.br)

Além disso, o uso de bicos e chupetas altera o desenvolvimento da cavidade bucal, podendo provocar problemas respiratórios, desalinhamento dos dentes e má oclusão dentária (mordida incorreta). Também estão associados a maior incidência de candidíase oral (sapinho) por má higiene do objeto.

É importante lembrar que o aleitamento materno não possui custo e é sustentável, ao contrário dos bicos e chupetas, que precisam ser comprados, requerem cuidados com higienização antes e após cada uso e possuem materiais sintéticos em sua composição, o que não é bom para o meio ambiente. Além do que, existem alternativas para alimentar o bebê quando a mãe necessita trabalhar ou mesmo relaxar por algumas horas indo ao cinema, a academia ou ao salão de beleza, por exemplo. O leite pode ser ordenhado, armazenado e ofertado no copinho ou colher (veja a postagem sobre “Armazenamento de Leite e Retorno ao Trabalho”).

Também temos outras maneiras de acalmar o bebê, como pode ser visto nas postagens “Banho de Ofurô” e “Como Acalmar o Bebê pela Organização da Postura”.

Fonte: Leite no Copo para Bebês: Benefícios Maiores que Mamadeira · Mãe Pop (maepop.com.br)

Fonte: Como acalmar bebê? Pediatra ensina método 5S – Revista Crescer | Cuidados com o recém-nascido (globo.com)

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências:

Ministério da Saúde. Portaria nº 2051/01. Disponível em: <Minist�rio da Sa�de (saude.gov.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Brasil. Lei nº 11265/06. Disponível em: <Lei nº 11.265 (planalto.gov.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Brasil. Decreto nº 9579/2018. Disponível em: <D9579 (planalto.gov.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Ministério da Saúde. Resolução-RDC nº 221/02. Disponível em: <Minist�rio da Sa�de (saude.gov.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

IBFAN Brasil. NBCAL. Disponível em: <NBCAL – IBFAN Brasil>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

A importância do aleitamento materno. Disponível em: <A importância do aleitamento materno – Nutrição – Cursos iPED>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Os requisitos de segurança de chupetas e mamadeiras. Disponível em: <Revista AdNormas – Os requisitos de segurança de chupetas e mamadeiras>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Chupeta e mamadeira podem prejudicar a amamentação. Disponível em: <Chupeta e mamadeira podem prejudicar amamentação – (ficargravida.com.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

O que fazer quando o bebê não pega o peito? Disponível em: <O que fazer quando o bebê não pega o peito? – Blog Grão de Gente (bloggraodegente.com.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Como acalmar o bebê? Disponível em: <Como acalmar bebê? Pediatra ensina método 5S – Revista Crescer | Cuidados com o recém-nascido (globo.com)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Leite no copo para bebês: o melhor método de alimentação depois do peito. Disponível em: <Leite no Copo para Bebês: Benefícios Maiores que Mamadeira · Mãe Pop (maepop.com.br)>. Acesso em: 29 de agosto de 2021.

Machucados e Inflamações nas mamas na amamentação

Olá! Nesta postagem vamos falar sobre os machucados e inflamações nos seios durante a amamentação!

Passamos pelo Agosto Dourado – mês da luta e do incentivo à amamentação, mas a nossa luta nesse campo é diária e permanente. Quando pensamos em amamentação, são muitos os tópicos importantes. Hoje vamos falar sobre uma das principais causas do desmame precoce: os machucados e inflamações nas mamas.

A amamentação deve ser um momento de prazer e conexão entre mãe e bebê, e é quando superamos os obstáculos iniciais. Tanto a mãe, quanto o bebê são muito beneficiados por essa rotina de aleitamento, porém, é muito comum ouvirmos falar de mães que tiveram problemas para amamentar.

Amamentar não é fácil e exige informação, relaxamento, estímulo para produção de leite, alimentação, hidratação, descanso, posição e pega corretas e rede de apoio.

Dentre as queixas mais comuns, estão as fissuras nos seios (machucados), mastite ou ingurgitamento mamário (conhecido como “leite empedrado”), que provocam inflamação (associada, ou não, a infecção) e muita dor. 

Fissuras: pequenos machucados que podem ocorrer pela posição e pega incorretas, “língua presa” do bebê, mamilos muito sensíveis e a pele mais fina. São dolorosas e podem infeccionar e sangrar. Se detectadas no início, o próprio leite materno pode servir como hidratante e cicatrizante, sendo passado na fissura após a mamada. É importante estar sempre com as mãos bem limpas para não contaminar a mama antes de passar o próprio leite na fissura.

Ingurgitamento mamário: pode ocorrer pela produção excessiva de leite, longo período entre mamadas ou obstrução dos ductos mamários. O leite acumulado na mama forma nódulos doloridos e bem desconfortáveis. Em casos mais simples, pode ser resolvido com massagem e ordenha manual. Em casos mais graves, pode ser necessário o uso de medicações para amenizar a inflamação.

Mastite: inflamação da mama, acompanhada ou não por infecção. Pode ser decorrente do acúmulo de leite, fissuras ou outras lesões. Sua aparência é de uma mama inchada, vermelhidão na pele e aumento da temperatura local e muita dor. É necessária avaliação médica e uso de medicação.

Dicas para evitar machucados nos seios:


– Não prepare seu seio durante a gestação! Não aconselhamos o uso de conchas de plástico, ou cremes nos mamilos. Também não se deve esfregar bucha no local.

A preparação para a amamentação deve ser da mulher e sua família e deve ser baseada em planejamento, rede de apoio e informações técnicas.

– Evite tecidos sintéticos e muitas camadas de roupa. Mantenha o seio arejado e seco. Isso evita o aumento da umidade e a proliferação de fungos.

– Tome banho de sol nos seios antes das 10h ou depois das 16h, por 20 minutos, diariamente.

  • Não durma de bruços,  pressionando os seios.
  • Não utilize sutiã apertado. 

– Observe se seu bebê está em uma posição adequada, fazendo a pega correta. Sempre vale lembrar: boca bem aberta, pegando a maior parte possível da aréola dentro da boca do bebê (corresponde mais ou menos 2cm acima do mamilo), queixo encostado no seio, nariz livre para respirar, lábios virados para fora.

– Caso perceba o seio muito cheio antes da mamada, faça uma ordenha manual para aliviar um pouco a turgidez e tornar a o seio mais flexível para que o bebê pegue corretamente na aréola.

– Evite o uso de chupetas e mamadeiras, que podem causar confusão de fluxo ou de bico e dificultar a pega do seio pelo bebê. Caso seja necessário utilizar algum instrumento para oferecer o leite ordenhado, dê preferência para copinhos e colheres. Lembre-se também que o leite só será produzido pelo estímulo da sucção do bebê no mamilo, pela hidratação e alimentação, pelo relaxamento e pelo descanso quando o bebê dorme. Sem estímulo, a produção diminui.

– Ao menor sinal de dor ou desconforto, procure um profissional de saúde habilitado em consultoria para amamentação ou um banco de leite.  

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema nos escreva!

Fontes pro texto:

https://www.medela.com.br/amamentacao/jornada-da-mae/ingurgitamento-mamario

Fontes das imagens:

https://www.janainaprates.com.br/tag/fissuras-mamilar/

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Barbara Ferreira Correa Monteiro e Isabelle Barbosa Feitosa e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Pega e Posição Correta na Amamentação

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre a pega e a posição corretas para amamentar o seu bebê!

O leite materno é a melhor opção nutricional para o bebê, como já aprendemos na leitura das nossas postagens anteriores. No entanto, a amamentação depende da escolha da mulher e seu desejo deve ser respeitado. Para aquelas mães que decidem amamentar seus bebês, é importante estarem atentas à posição de seu corpo e do bebê durante a mamada, assim como a forma e o local do mamilo em que o bebê pega.

Fonte: Dificuldades na Amamentação: quando a mãe não consegue amamentar (leiturinha.com.br)

A pega (local e a forma com que o bebê abocanha) e a posição (postura do corpo) durante a mamada são fatores importantes para que o bebê consiga se alimentar eficientemente, ao invés de ficar muito tempo na mama sem conseguir sugar quantidade suficiente de leite.

A posição da mulher deve ser confortável. Deve estar apoiada e relaxada, com roupas que não limitem seus movimentos e que possibilitem a exposição completa da mama. O bebê também deve estar com roupas confortáveis que deixem seus braços livres. A mulher deve apoiar a mama com a mão em forma de C. Importante não fazer o formato de tesoura.

Formato em C:

Fonte: Como amamentar o bebê – Uncategorized – (coragemdemae.com.br)

Formato em Tesoura:

Fonte: 5 posições para amamentar o seu bebê – Sou Mamãe (soumamae.com.br)

Repare que na figura acima, o formato em C possibilita a ofertada mama enquanto, o formato em tesoura, afasta a mama. Além disso o formato em tesoura pode prender o fluxo de leite e inflamar a mama.

Existem diversas posições para amamentação, cabe à mulher e ao bebê descobrirem juntos qual é a mais confortável para os dois. No entanto, em qualquer posição, é preciso garantir que o rosto do bebê esteja de frente para a mama, com o nariz na altura do mamilo e a cabeça alinhada ao corpo. O bebê deve estar bem juntinho da mãe. Veja os exemplos na figura a seguir:

Fonte: As melhores posições para amamentar – Blog Grão de Gente (bloggraodegente.com.br)

Quanto à pega, deve-se estimular os lábios do bebê encostando o próprio mamilo e esperar que ele abra completamente a boca e coloque a língua para baixo. É nesse momento que a mulher deve levá-lo até a mama para que ele abocanhe não só o mamilo, mas a maior área possível da aréola (parte escura atrás do mamilo). A pega correta ocorre quando é possível observar a maior região da aréola acima da boca do bebê e não abaixo. Os lábios ficam voltados para fora (lembra um peixinho), as bochechas ficam bem arredondadas, o queixo encostado na mama e o nariz livre para não interromper a respiração do bebê. Atenção, bochechas encovadas, mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada, ruídos durante a amamentação ou dor, são indicativos de que a pega e/ou a posição não estão corretas.

Fonte: EBC | O que significa a “pega correta” na amamentação?

A pega e a posição corretas durante a amamentação são algumas das condições que garantem a boa alimentação e ganho de peso do bebê, além de evitarem fissuras ou machucados nos mamilos. Em situações em que a mama esteja muito cheia de leite e o bebê não consiga fazer a pega, é recomendado ordenhar um pouco do leite para que o mamilo fique mais maleável e o bebê possa abocanhar no local correto.

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva!

Referências bibliográficas:

·         Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 23 – Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015.

·         Dificuldades na amamentação: quando a mãe não consegue amamentar. Disponível em: < Dificuldades na Amamentação: quando a mãe não consegue amamentar (leiturinha.com.br)>. Acesso em 26 de abril de 2021.

·         Como amamentar o bebê. Disponível em: < Como amamentar o bebê – Uncategorized – (coragemdemae.com.br)>.  Acesso em 01 de julho de 2021.

·         Cinco posições para amamentar seu bebê. Disponível em: < 5 posições para amamentar o seu bebê – Sou Mamãe (soumamae.com.br)>. Acesso em 01 de julho de 2021.

·         As melhores posições para amamentar. Disponível em: <As melhores posições para amamentar – Blog Grão de Gente (bloggraodegente.com.br)>. Acesso em 26 de abril de 2021.

·         O que significa a “pega correta” na amamentação? Disponível em: <EBC | O que significa a “pega correta” na amamentação?>. Acesso em 26 de abril de 2021.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Alice Dutra da Silva e Grazielle Cristine Alves Bittencourt e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Amamentação na primeira hora de vida

Olá! Nesta postagem iremos falar sobre a importância de amamentar o bebê na primeira hora de vida.

Fonte: Site Casa da Doula (Fotógrafa Daniela Djean)

A amamentação é uma das práticas mais importantes de serem realizadas na primeira hora de vida do bebê, na chamada Hora de Ouro. Para saber sobre a Hora de Ouro, veja a matéria sobre “Contato pele a pele” postada no nosso Blog no dia 27 de abril de 2021.

Amamentar o bebê na primeira hora de vida é importante porque no primeiro momento após o parto, o bebê está alerta e calmo. Assim, esse período foi observado como o melhor momento para promover o contato pele-a-pele e iniciar a amamentação e desta forma, estimular a vinda do colostro.

Quando o bebê suga o peito, há estímulos para a produção de hormônios que são responsáveis pela produção e saída do leite materno. É importante saber que ações prazerosas ajudam nesse processo e de forma contrária, situações de estresse podem diminuir e até bloquear a produção do leite.

É essencial que o bebê seja colocado para sugar o peito da mãe antes que ele durma após o nascimento. Com o estímulo realizado no momento correto, o colostro será produzido e o bebê encontrará sua refeição quando estiver com fome, fazendo novos estímulos com a nova mamada. Se o bebê não mamar ao nascer, vai adormecer e não realizará o estímulo para a vinda do colostro e quando acordar para se alimentar, não encontrará sua refeição, e provavelmente, terá que tomar um complemento (leite artificial). Nesse processo o bebê ficará saciado e dormirá por algumas horas e novamente o estímulo da sucção para a vinda do colostro não ocorrerá.

Desta forma, podemos perceber que, caso a amamentação seja iniciada de forma precoce (o mais cedo possível, de preferência logo após o nascimento, ainda na sala de parto) maior será a chance de garantir todos os benefícios para a sua saúde e de seu bebê.

Fonte: Site O Povo online (Blogs e Colunas)

Os benefícios do aleitamento materno são muitos, não só para o bebê e para a mamãe, mas para a família e para a sociedade.  Vamos conhecer alguns destes benefícios:

Benefícios para o bebê/criança:

  • O leite materno é o alimento completo para o bebê menor de 6 meses;
  • Facilita a eliminação das primeiras fezes do bebê (chamadas de mecônio);
  • Diminui o risco da cor da pele do bebê ficar amarelada (o que chamamos de icterícia);
  • Diminui o risco de desnutrição;
  • Diminui o risco de alergias;
  • Aumenta o laço de afeto entre mãe e bebê, promovendo mais segurança para o bebê;
  • Protege a criança contra infecções, principalmente diarreias e pneumonias, por ter a presença de anticorpos;
  • Melhora a resposta do bebê às vacinações e a capacidade dele de combater as doenças mais rapidamente;

Benefícios para a mãe:

  • Ajuda a prevenir hemorragia e anemia após o parto, auxiliando o útero a voltar mais rápido ao seu tamanho normal;
  • Ajuda a mulher a retornar mais rápido ao peso de antes da gestação;
  • A amamentação exclusiva do bebê (só dando ao bebê o leite materno, sem dar outro alimento ou líquido) até os seis meses de vida dele, em livre demanda (precisa ter mamada frequente, durante o dia e noite) junto com a ausência de menstruação, ajuda a evitar a gravidez;
  • Diminui o risco de a mulher desenvolver, no futuro, o câncer de mama, o câncer no ovário, doenças cardiovasculares e diabetes.

Benefícios para a família:

  • O leite materno é grátis, o que ajuda a família a economizar custos;
  • O leite materno já vem pronto e na temperatura certa para o bebê;
  • O leite materno é limpo, não tem micróbios;
  • O fortalecimento da saúde do bebê se reflete também no bem-estar e na vida pessoal dos pais.
  • Diminui a mortalidade infantil.

Benefícios para sociedade:

  • Diminuição de gastos com cuidados de saúde da mãe e bebê;
  • Menos falta dos pais ao trabalho por adoecimento dos filhos;
  • Adultos mais saudáveis e por isso com maior chance de serem produtivos;
  • Menos poluição com fabricação de leites artificiais e embalagens.

Por causa dos benefícios da amamentação para a saúde da criança e para a diminuição do índice de mortalidade infantil, a Organização Mundial de Saúde recomenda que o bebê receba exclusivamente o leite materno até os seis meses de vida. Depois dos 6 meses de vida, para satisfazer as necessidades nutricionais da criança, é importante que o bebê comece a receber outros alimentos e líquidos com base na orientação de um profissional de saúde, no entanto, é importante continuar a amamentação até, pelo menos, os dois anos de idade da criança.

Qualquer dúvida sobre esse ou outro tema, nos escreva!

Referências bibliográficas:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas. Atenção à Saúde do Recém-Nascido: guia para os profissionais de saúde. Brasília, DF, 2012.

DA SILVA, Cláudia Patrícia Vargas et al. Aleitamento materno exclusivo na primeira hora de vida do recém-nascido. Saúde (Santa Maria), v. 46, n. 1, 2020.

DA SILVA, Leila Rangel. Mãe e bebê pós-parto: orientações para o cuidado no domicílio. Rio de Janeiro: UNIRIO/PROExC, 2013.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Letícia Rezende da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Contato pele a pele

Olá! Nesse post iremos falar sobre o contato pele a pele. Você sabe como funciona?

O recém-nascido que nasceu saudável é colocado em contato direto com a pele do peito da mãe, imediatamente após o nascimento e deve ser contínuo, por pelo menos uma hora.

Importante que a pele do bebê sinta a pele da mãe, o calor, o cheiro e o aconchego e por isso não pode ter tecidos ou roupas entre a mãe e o bebê. Normalmente, coloca-se uma touca e uma manta por cima do bebê que está em contato com a mãe para cobri-lo e aquecê-lo, no entanto, não se deve enrolá-lo neste momento, pois isso impede o contato pele a pele.

Logo após o nascimento, o recém-nascido fica alerta por um período aproximado de duas horas. É neste intervalo que se preconiza a redução dos procedimentos de rotina, em recém-nascido que nasceu saudável, para dar espaço ao contato pele a pele, que traz benefícios para saúde física e mental do bebê e da mãe. Esse procedimento faz parte das práticas que compõem a “Hora de Ouro”.

A Hora de Ouro consiste em 4 práticas principais realizadas durante a primeira hora de vida do bebê. Segundo a PORTARIA Nº 371, DE 7 DE MAIO DE 2014, do Ministério da Saúde, ela deve:

I – assegurar o contato pele a pele imediato e contínuo, colocando o recém-nascido sobre o abdômen ou tórax da mãe de acordo com sua vontade, de bruços e cobri-lo com uma coberta seca e aquecida. Verificar a temperatura do ambiente que deverá estar em torno de 26 graus centígrados para evitar a perda de calor;

II – proceder ao clampeamento do cordão umbilical, após cessadas suas pulsações (aproximadamente de 1 a 3 minutos), exceto em casos de mães isoimunizadas ou HIV ou HTLV positivas, nesses casos o clampeamento deve ser imediato;

III – estimular o aleitamento materno na primeira hora de vida, exceto em casos de mães HIV ou HTLV positivas;

IV – postergar os procedimentos de rotina do recém-nascido nessa primeira hora de vida. Entende-se como procedimentos de rotina: exame físico, pesagem e outras medidas antropométricas, profilaxia da oftalmia neonatal e vacinação, entre outros procedimentos;

Essa normativa foi elaborada porque já foi comprovado, por evidências científicas, que esse procedimento traz benefícios. Vamos ver o motivo pelo qual o contato pele a pele é tão estimulado a ponto de ter ganho respaldo em uma Portaria do Ministério da Saúde.

Vantagens do contato pele a pele:

  • Proporciona a regulação da temperatura corporal do bebê: O corpo da mulher sofre um leve aumento de temperatura para que sua pele consiga aquecer seu bebê nesse primeiro momento.
  • Acalma o bebê e a mãe: os batimentos cardíacos e a respiração da mãe junto com o seu calor, entram em sintonia única proporcionada por esse momento, trazendo sensação de que aquele ambiente é conhecido, seguro e acolhedor para o bebê.
  • Auxilia na estabilização sanguínea, batimentos cardíacos e respiração da criança.
  • Reduz o choro e o estresse do recém-nascido proporcionando menor perda de energia.
  • Favorece o início da amamentação.
  • Promove a colonização da pele do bebê por micro-organismos benéficos à saúde, ajudando a desenvolver uma boa imunidade e protegendo contra algumas doenças, principalmente as alérgicas.
  • Auxilia no alívio e abreviação da dor materna.
  • Diminui o sangramento materno pela produção de ocitocina.

Dentre os benefícios do contato pele a pele vamos destacar neste post os impactos positivos na amamentação. O bebê ao estar em contato direto com a pele da mãe, próximo ao seio materno, sente o cheiro, a textura e o formato. Neste momento, também inicia a percepção da deglutição, nunca sentida antes, propiciando um reflexo de sucção mais eficaz. A necessidade fisiológica de se alimentar, somada à segurança e proteção sentida neste procedimento, aumentam a chance do desenvolvimento de uma sucção mais efetiva, influenciando na produção do leite e no sucesso da amamentação, além de estimular a produção hormonal da mãe, e de contribuir de forma positiva na relação mãe-filho.

Esse procedimento também auxilia na adaptação extrauterina. Isso ocorre porque, quando o bebê recebe o acolhimento nesse primeiro momento, ele sente os estímulos da mãe que são prontamente reconhecidos, trazendo uma sensação de segurança e conforto frente ao novo mundo.

Sendo assim, o contato pele a pele se faz extremamente necessário e importante para o desenvolvimento do bebê e deve ser reivindicado sempre que não for o primeiro impulso da equipe hospitalar.

É importante ressaltar que os benefícios do contato pele a pele não acontecem apenas no parto normal. Bebês nascidos de cesarianas e de partos prematuros também podem se beneficiar. O contato físico em prematuros além de agir como calmante, melhora o desenvolvimento neurológico, sendo fundamental ao desenvolvimento saudável do cérebro a longo prazo.

Qualquer dúvida sobre esse ou outro tema, nos escreva!

Referências:

Revista Brasileira de Enfermagem, Contato precoce pele a pele entre mãe e filho: significado para mães e contribuições para a enfermagem. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672010000600020> Acesso em 09 de abril de 2021.

Ministério da Saúde, Portaria Nº 371, de 7 de maio de 2014. Disponível em <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas/2014/prt0371_07_05_2014.html> Acesso em 09 de abril de 2021.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Grazielle Cristine Alves Bittencourt, Isabelle e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Práticas assistenciais no trabalho de parto

Olá! Nesta postagem falaremos sobre algumas práticas da assistência no trabalho de parto!

Fonte: Site Le monde diplomatique Brasil

Importante informação: Além destas práticas que falaremos nesta postagem, existem as práticas naturais que podem ser utilizadas durante o trabalho de parto. Elas são opções que trazem benefícios para a mulher e que favorecem com que a mulher seja a protagonista do seu trabalho de parto e parto. Veja sobre essas práticas naturais na postagem do nosso blog do dia 24 de Março de 2021, com o título “Conhecendo as quatro fases do trabalho de parto”.

  • Orientações sobre a alimentação

No trabalho de parto, é recomendado que a mulher consuma alimentos leves, evitando o consumo de alimentos de difícil digestão. As gestantes de baixo risco podem beber líquidos  (água, chás, sucos de fruta). Nas gestantes com maior possibilidade de indicação da cesariana, o jejum pode ser solicitado.

Fonte: Revista Crescer – Globo
  • Toque Vaginal

Exame realizado durante o trabalho de parto no qual são  introduzidos dois dedos na vagina por um profissional de saúde, com o objetivo de avaliar o colo do útero, a bolsa das águas e definir a posição e localização do bebê. 

  • Retirada dos pêlos da vagina

Não é obrigatório, mas deve ser feita se a mulher se sentir mais confortável.

  • Verificação dos batimentos cardíacos fetais

É um cuidado realizado com a finalidade de ouvir os batimentos cardíacos do bebê para saber se está dentro do valor de normalidade. Esse é um indicador importante para os profissionais de saúde saberem que o bebê está bem. O acompanhamento dos batimentos cardíacos fetais é realizado no pré-natal e durante o trabalho de parto.

Fonte: Site Loja enfaclinsaúde
  • Rompimento da bolsa d’água provocada pelo profissional

Geralmente, não deve ser realizada em mulheres que estão progredindo bem no trabalho de parto. A bolsa é uma proteção natural para o bebê, ela faz uma barreira mecânica e também uma barreira contra as infecções.

Fonte: Site Casa da Doula
  • Ocitocina: 

Este hormônio produzido pelo nosso organismo, é muito importante durante o trabalho de parto, porque ele estimula as contrações uterinas. Existe também no formato sintético, que deve ser utilizado para a indução de partos que não aconteceram naturalmente, ou para corrigir contrações irregulares e/ou curtas e também na prevenção de sangramentos no pós-parto. 

Fonte: Site Nosso Bem Estar
  • Manobra de Kristeller 

Procedimento em que a barriga da mulher é empurrada por um profissional da saúde para forçar a saída do bebê. Esta manobra não deve ser realizada, pois ela traz repercussões negativas. Quem faz o bebê sair são as contrações e a força da mulher no período expulsivo.

Fonte: Site Tudo ela
  •   Episiotomia

A episiotomia é uma incisão (corte) cirúrgica realizada na região da vulva e períneo que tinha o objetivo, já comprovadamente equivocado, de evitar ou diminuir o trauma dos tecidos do canal de parto pela passagem do feto, visando facilitar a saída do bebê. Hoje sabemos que esse procedimento causa mais trauma, aumenta o sangramento e traz dor durante o ato sexual se comparada com as lacerações realizadas pela passagem do feto.

Fonte: Site Tua Saúde
  •  Episiorrafia e a sutura de laceração

A episiorrafia é o procedimento de sutura (fechamento da ferida) da episiotomia feito geralmente após a saída da placenta. Já a sutura de laceração é o fechamento dos locais onde houve rompimento pela passagem do bebê. Nos dois casos, o importante é manter a boa higiene com água e sabão, após ir ao banheiro, secando com toalha limpa. Não se recomenda o uso de papel higiênico. Esses cuidados devem se manter por, pelo menos, 7 dias após o parto.

Medidas farmacológicas para alívio da dor durante o trabalho de parto e parto

Além das práticas não farmacológicas – apresentadas na postagem do blog com o título “Métodos Não Farmacológicos de Alívio da dor” do dia 01 de Dezembro de 2020 – existem também as medidas farmacológicas, ou seja, o uso de substâncias prescritas para alívio da dor. Isso pode ser necessário, quando as medidas não farmacológicas não forem suficientes para aliviar a dor. 

Fonte: Site Clínica BedMed
  • Analgesia 

A analgesia combinada raqui-peridural e a analgesia peridural são técnicas eficazes para aliviar a dor do parto. A escolha entre elas é realizada de acordo com critérios do anestesiologista.

É necessário que a mulher saiba algumas informações importantes sobre esta analgesia:

– só está disponível no ambiente hospitalar;

– precisa de maior monitorização por parte dos profissionais de saúde;

– pode provocar uma diminuição da mobilidade da gestante devido a monitorização e a necessidade do uso de um acesso venoso e soro;

– diminui a sensibilidade, dificultando a percepção do momento de fazer a força para a saída do bebê;

– não poderá usar técnicas de relaxamento em água porque não pode molhar o cateter;

– não provoca dor lombar, e tão pouco aumenta a probabilidade da indicação de cesariana;

– está associada à maior chance de parto vaginal instrumental (parto com o uso de fórceps, ventosas ou espátulas) e o aumento na duração do segundo período do parto.

Esperamos que tenham gostado e aprendido um pouco sobre como esse momento único e complexo acontece! 

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2021.

MONTENEGRO, C. A. B.; FILHO, J. R.. Parto. Rezende obstetrícia fundamental.13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Letícia Rezende da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.

Conhecendo as quatro fases do trabalho de parto

Olá! Nesta postagem falaremos sobre as quatro fases do trabalho de parto!

Fonte: Santa Casa de Maringá

Esse assunto é bem amplo e rico em informações. Então, para facilitar a nossa conversa, falaremos apenas sobre o trabalho de parto normal, vaginal e sem intercorrências das gestantes de baixo risco.

Importante informação: Uma metodologia muito eficaz para falarmos deste assunto é a utilização do plano de parto construído pela mulher, ou pelo casal, para ser conversado com os profissionais de saúde. Veja o que é o plano de parto na postagem do nosso blog do dia 16 de novembro de 2020, com o título “Plano de Parto”.

Primeiro período do trabalho de parto e as práticas naturais 

As práticas naturais, comprovadamente benéficas, devem ser conhecidas pela mulher desde o início do pré-natal.  Adquirir confiança através de informações seguras e com evidências científicas comprovadas ajuda a determinar suas escolhas com autonomia e protagonismo no trabalho de parto. Essas práticas incluem o conhecimento do seu corpo, a prática de exercícios corporais e técnicas para alívio da dor, visando ajudar no processo do trabalho de parto.

A organização do ambiente com uso de velas, cores, iluminação e a aromaterapia podem criar uma atmosfera de conforto. 

Fonte: Site Unimed Fortaleza
  • Fase Latente: presença ou não de ocontrações uterinas dolorosas e un apagamento (fica mais fino) e dilatação (aumenta a abertura) de até 5 cm do colo do útero.

Nessa fase, quando as contrações são dolorosas, elas são discretas, curtas e espaçadas. Essa fase pode durar cerca de 7 horas, apresentando 2 a 3 contrações a cada 10 minutos. Nessa fase as práticas naturais se tornam grandes aliadas das mulheres. 

Para a fase latente, são indicados exercícios respiratórios, uma caminhada acompanhada pelo enfermeiro, doula ou acompanhantes, massagens lombares e banhos mornos. Esses são exercícios leves que ajudam no alívio da dor, e se enquadram nessa etapa do trabalho de parto. 

  • Fase Ativa: Presença de contrações uterinas regulares e dilatação progressiva do colo a partir de 5 cm.

Nessa fase, que em média dura de 2 a 3 horas, as contrações são mais dolorosas, mais longas, mais intensas, mais frequentes e coordenadas, contribuindo para a dilatação e apagamento. 

Essa fase exige um pouco mais da gestante, pois a dor se torna mais forte e mais constante devido à maior frequência das contrações. É importante que a gestante fique o mais confortável possível, dentro de suas condições, para se preparar para o período expulsivo (período do nascimento do bebê) que exigirá muita força e energia. 
As práticas naturais são de extrema importância para contribuir nessa tentativa de oferecer algum tipo de conforto, tranquilizar e encorajar a mulher. São indicados exercícios como fisioball, banqueta semi-circular, exercícios de lateralização e quatro apoios que vão ajudar na descida do bebê. 

Os óleos, a aromaterapia, o banho morno e a massagem ainda podem ser utilizados, mas tudo de acordo com a vontade e necessidade da mulher, que tem autonomia para decidir o que ela precisa.

Além disso,a mulher pode se movimentar e se posicionar da forma que julgar mais confortável durante o seu trabalho de parto.

Complemente suas informações com a leitura da postagem neste blog, do dia 01 de dezembro de 2020, com o título “Métodos não Farmacológicos para Alívio da Dor”.

Segundo período do trabalho de parto (Período Expulsivo)

No período expulsivo, a mulher já apresenta dilatação e apagamento totais. O útero apresenta 4 a 5 contrações a cada dez minutos. Nesse período, a mulher sente uma vontade natural de fazer força para proporcionar a saída do bebê. 

Durante esse período de trabalho de parto, a mulher deve ficar na posição que achar ser mais confortável como deitada de lado, de cócoras, em quatro apoios etc. 

Fonte: Carolina Horita/Bebê.com.br


Terceiro período do trabalho de parto

Nesse período, que acontece após o nascimento do bebê, ocorre a saída da placenta. Neste momento algumas mulheres sentem um pouco de cólica.

Se a placenta não sair naturalmente, pode ser necessária a utilização de algumas intervenções através de procedimentos e/ou medicamentos.

Faça o contato pele a pele com seu recém-nascido e amamente na sala de parto. Isso ajuda a produzir o hormônio chamado ocitocina que ajudará na saída da placenta, diminui o sangramento pós-parto e já faz o estímulo para vinda do colostro (primeiro leite que vem no seio para alimentar o bebê).

Fonte: Carolina Horita/Bebê.com.br



Quarto período do trabalho de parto (período de Greenberg)

É a primeira hora após a saída da placenta. A dica é continuar ofertando bastante o seio ao recém-nascido, pelos motivos mencionados acima, e observar seu sangramento no absorvente, se perceber que seu absorvente fica cheio em duas horas ou menos comunique aos profissionais de saúde. 

Fonte: Site bebê mamãe

Atenção:  o trabalho de parto é fisiológico, natural, esperado, no entanto, podem acontecer intercorrências e por isso, é necessário o acompanhamento de um enfermeiro obstetra ou médico obstetra. Na identificação de que o trabalho de parto não segue mais o percurso natural, o enfermeiro obstetra solicita o acompanhamento pelo médico obstetra.

Qualquer dúvida sobre este ou outro tema, nos escreva! 

Referências bibliográficas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde. Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal: versão resumida [recurso eletrônico]. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf>. Acesso em: 11 nov. 2021.

MONTENEGRO, C. A. B.; FILHO, J. R.. Parto. Rezende obstetrícia fundamental.13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.

Texto produzido pelas Acadêmicas de Enfermagem Gabriella Lima dos Santos Marques e Letícia Rezende da Silva e Profª Drª Cristiane Rodrigues da Rocha.



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